Europa 2014 – Paris, um roteiro óbvio (mas essencial)

Se, por algum motivo maluco, você tiver apenas 1 dia em Paris, o que é um absurdo se for a sua primeira vez na capital francesa, talvez o roteiro a seguir seja o mais indicado para conhecer o essencial, o filé, da cidade. Há que se ter muita disposição pra cumprir ele todo e ainda assim vai faltar muita coisa, mas como nos apareceu um espetacular dia de primavera pela frente, encaramos.

Nosso roteiro começou próximo da estação Châtelet, do lado do nosso apartamento alugado em Paris. Caminhamos até a outra margem do Sena, passando pela Conciergerie para comprar nosso Paris Museum Pass, do qual já falei laaaá em 2010. Atravessamos a Île de la Cité em direção à ultra-famosa Catedral de Notre Dame. Ao contrário da primeira vez, agora entramos na nela, e achei mais bonita do que por fora (nunca achei lá muita graça nela por fora, pra falar a verdade). Gostaria de ter subido na torre, mas como a fila era muito grande decidimos seguir em frente.
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Londres

Uma nova Eurotrip!

Depois de mais um ano trabalhando pra caramba, retornei ao velho continente pra uma nova Eurotrip. Uma viagem, pelo menos pra mim, mais desafiadora que de costume. Dessa vez éramos um grupo de quatro pessoas, cujas expectativas e interesses eu tive que administrar, já que todo o roteiro ficou de novo por conta da Giusti Tur (um dia ainda vou fundar essa empresa). E apesar dos 20 dias de viagem, foi um roteiro muito denso e corrido, porque envolvia 5 capitais (Londres, Paris, Barcelona*, Madri e Roma) e mais deslocamentos de avião do que eu gostaria (embora inevitáveis).

Não raro eu precisava ficar acordado até um pouco mais tarde pra pesquisar e acertar detalhes do roteiro do dia seguinte, já que eu não o detalhei o suficiente antes da viagem, mas no final deu tudo certo. Enquanto eu não coloco ordem na casa (leia-se 1500 fotos pra editar) e tomo coragem pra postar o dia-a-dia dessa viagem, vai aí pelo menos um aperitivo de como foi.

Londres foi a primeira cidade, e quase quatro anos depois da última visita, ela conseguiu ser ainda melhor. Uma metrópole com mais de 8 milhões de habitantes ser tão limpa, bonita, organizada, com moradores tão educados, enfim, funcionar tão perfeitamente, é coisa raríssima. Tente lembrar de outra cidade desse porte que tenha essas qualidades… você não vai achar!

Ao contrário da primeira vez, quando Londres foi o último destino e nós, cansados, resolvemos apenas passear quase a esmo, em slow travel, dessa vez a gente imprimiu um ritmo frenético e conheceu vários lugares novos. Teve Harry Potter, troca de guarda, Notting Hill, parques e demos mais atenção aos museus do que da vez anterior (mas não tanto quanto alguém que gosta de museus). Londres foi um grande sucesso, mais uma vez.

Londres
Londres

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Europa – dia 17 (o fim e a volta)

Antes de qualquer coisa, quero deixar a dica do blog que mais me ajudou a aprender sobre Londres. Assim como existe o Conexão Paris pra sanar todas as dúvidas sobre err, Paris, o Londres para Principiantes dá quase toda a ajuda necessária na hora de montar roteiros na terra da rainha. Mais uma vez, fica a dica.

De volta ao assunto do post, dormimos no dia anterior já com as malas praticamente prontas, porque o checkout no Tune Hotel seria às 10h da manhã! Só deu tempo mesmo de acordar, tomar um banho e sair pra tomar café do lado do hotel (já com as malas na recepção).

Estávamos em Londres e tínhamos que viajar até Paris, de onde partiria nosso voo até o Brasil. Hora de passar pelo famoso Eurotúnel, com passagens compradas ainda no Brasil, com bastante antecedência. Se não for assim, é bem capaz de você não conseguir vaga ou de sair muito caro.

Como o Eurostar para Paris sai da estação de St. Pancras, que compartilha o espaço com a estação de metrô e de trem de King’s Cross, ainda tínhamos de bônus uma última “atração” pra visitar: a plataforma 93/4 da estação de King’s Cross, usada por Harry Potter para embarcar até Hogwarts. Eles mantém até um “pedaço” de carrinho de bagagens “atravessando a parede”.

boa sacada…

Plataforma imaginária visitada, hora de fazer o checkin no Eurostar. Como eu não queria dar sopa pro azar, comprei nossas passagens para o horário das 13h com chegada em Paris às 16:15h (são 2 horas e 15 minutos de viagem mais 1 hora de fuso), mas nosso voo era somente às 20h, assim teríamos tempo sobrando caso aparecesse algum imprevisto.

A viagem Londres-Paris via Eurostar não é lá muito “cênica”, leia-se monótona, mas chegamos no horário previsto à Gare du Nord. De lá mesmo pegamos o metrô até o terminal 1 do Charles de Gaulle (e dá-lhe carregar malas pelas escadas), já sentindo o cheiro característico de Paris, se é que me entendem. Dez dias depois de deixar Paris estávamos de volta onde tudo tinha começado.

Chegando no aeroporto apanhamos um pouco pra chegar no lugar certo de fazer o checkin, mas fizemos e pegamos orientação para fazer o détaxe, que é a devolução de imposto pago em compras feitas à partir de um determinado valor numa mesma loja. Não vou entrar em detalhes, mas quem quiser saber mais sobre isso é só dar uma olhada nesse post do Conexão Paris.

Depois disso, só a espera e os longos voos de volta, que são muito mais chatos que os de ida, já que você não está com aquela empolgação de chegar num lugar diferente, e sim com a pressa de chegar em casa. Mas no final de tudo, there is no place like home!

E essa foi a minha primeira viagem a europa (de muitas, espero). Espero que tenham gostado dos relatos e que alguma informação que postei aqui lhes seja útil. Quis escrever isso tudo também porque fui muito ajudado pela experiência de outras pessoas que escreveram em blogs suas viagens, suas dicas, suas roubadas. Viajar é viver.

Até a próxima!

Europa – Índice França

Champs Élysées e Arco do Triunfo

Sei que um blog às vezes é meio esquisito de consultar, e a ordem cronológica inversa pode confundir os menos acostumados, então resolvi fazer um índice agrupando todos os posts da lua de mel sobre a França, na ordem “natural” das coisas:

Europa – dia 01 (Paris) – A chegada

Europa – dia 02 (Versailles) – O Castelo de Versailles

Europa – dia 03 (Paris) – O Museu do Louvre

Europa – dia 04 (Paris) – Montmartre e Torre Eiffel

Europa – dia 05 (Paris) – Jardim de Luxemburgo

Europa – dia 06 (Paris) – Champs Élysées

Europa – dia 07 (Strasbourg) – Strasbourg

Futuramente haverá um índice da Alemanha e um de Londres, quando os respectivos posts estiverem publicados.

Europa – dia 06 (Paris)

les Invalides (o mais perto que cheguei)

Enfim, último dia em Paris. Último dia de turismo, porque só partiríamos para Strasbourg no dia seguinte (bem cedo) e ainda voltaríamos no último dia da viagem, pra pegar o voo pro Brasil. Ainda teria muita coisa pra conhecer, mas não estávamos a fim de cumprir nenhuma “obrigação turística”, e resolvemos só dar mais uma olhada no que estava mais próximo do hotel, absurdamente bem localizado.

proximidades do hotel

Fomos então em direção à Ópera Garnier, mas nem entramos. Deveríamos, mas não entramos. O jeito é voltar um dia… ;-). De lá fomos para as bandas da Praça da Concórdia, Ponte Alexandre III e Grand Palais, sempre acompanhados de um friozinho de rachar.

 Ópera Garnier

 Margens do Sena

 cores de outono

 Ponte Alexandre III, com Grand Palais ao fundo

 escultura na Ponte Alexandre III

 escultura na Ponte Alexandre III

cores de outono, pra quem não cansa



O ponto negativo, mais uma vez, ficou por conta da abordagem de golpistas, em plena Alexandre III, que muitos dizem ser a ponte mais bonita de Paris (deve ser). Dessa vez tentaram nos dar, duas vezes, o golpe do anel: entenda como funciona nesse link. Como eu já tinha lido à respeito nem deixei que puxassem conversa, mas mais uma vez aquilo tirou nosso tesão de ficar por ali, principalmente dando mole com equipamentos fotográficos.

Como hoje era dia de slow travel mesmo, voltamos na direção do hotel e procuramos um bom lugar pra almoçar, pra depois descansar. Aliás, acabamos pegando a manha da alimentação com o tempo. Pra quem tem limites no orçamento (como nós), é fundamental transformar algumas refeições em lanches (até pra ganhar tempo), porque comer em restaurante bacana o tempo todo esvazia a carteira, ou o limite do cartão. Começamos gastando 30 a 40 euros por jantar, mas depois aprendemos a gastar apenas 6 euros no café da manhã (pra 2), e baixando o custo de uma das refeições principais pra casa dos 15, 20 euros. Paris é cara.

Pois bem, depois de merecido descanso, chegava a hora de colocar minha mais recente aquisição pra trabalhar: o tripé! Queria fazer umas fotos noturnas na Champs Élysées, mas a primeira coisa que percebi é que não tenho saco de andar todo dia carregando um tripé. Já me basta a bolsa com todas as outras bugigangas. Por isso ficou pro último dia mesmo. Comento o resultado abaixo das fotos:

 Champs Élysées

  Champs Élysées

eu mencionei o… perigo de atropelamento?

sim, dava um, digamos, receio de ficar no meio disso

Rá!

A execução foi um pouco mais difícil do que imaginava, primeiro porque naquela região sempre tem uma multidão passando de um lado pro outro. Depois tinha o perigo real de ser atropelado, já que o trânsito é uma zona e a divisão entre as duas mãos da avenida era uma linha! E, em consequência das duas primeiras razões, não dava pra ter a calma necessária pra configurar a câmera direito e “produzir” a foto. Além disso, toda hora passava alguém na frente da câmera e, depois das abordagens na torre Eiffel e na ponte Alexandre III, havia o receio de passar um maluco e sair correndo com todo o equipamento.

Para quem gosta de fotografia:
O ideal seria tirar as fotos em RAW (maior qualidade e liberdade de edição) e nas fotos com pessoas colocar o flash em 2ª cortina, mas eu esqueci!

Como usei tripé, tinha a liberdade de aumentar a exposição o quanto quisesse, assim mantendo o ISO 100 (maior qualidade) e a abertura pequena (maior profundidade de campo). A última foto, por exemplo: 5 seg. f/8 ISO 100 e flash.

Seguindo viagem:
Acabou a saga de Paris, e seis dias foram de bom tamanho, e apesar de desdenharmos um pouco da cidade depois de conhecer os outros lugares (muita marra), voltaria à Cidade Luz com certeza.

À partir daqui começou um trecho um pouco mais puxado de viagem, indo até Strasbourg, no leste da França, seguindo pro sul da Alemanha, até Munique, de onde iríamos pra Londres, a última parada antes da volta. Até!