Lucerna

Europa – dia 22 – Bate-volta a Lucerna

Mesmo sem Swiss Pass (expirado há dois dias) e contando os últimos francos pra terminar a viagem sem usar o cartão de crédito, decidimos fazer um derradeiro bate-volta, a Lucerna, encarando preço cheio nas passagens de trem e um frio… já enchendo o saco (acho que já usei todos os adjetivos que sei pra qualificar a friaca.


Lucerna é uma cidade muito bonita, e deve ser ainda mais se a gente puder ver as montanhas ao redor, o que praticamente não foi possível devido ao mau tempo. Começamos nosso pequeno roteiro, claro, saindo da (bonita) estação de trens e seguimos pela Haldenstrasse, margeando o Lago de Lucerna, vendo as construções elegantes, igrejas, as árvores desfolhadas e a neve acumulada por todos os lados. E no lago, patos, muitos patos (acho que eram patos :-)).

Antes de cansar, voltamos por uma rua paralela, dessa vez na direção da atração mais famosa da cidade, a Ponte da Capela, a ponte de madeira coberta mais antiga do mundo. Atravessar a ponte foi um alento pra quem já tava sofrendo um pouco com o vento gelado. De resto, nada além uma ou duas lojas de souvenirs e algumas pinturas no interior da ponte, mas também bons ângulos pra fotografar o centro histórico de Lucerna.

Ficamos ainda uns bons minutos “dentro” da ponte, até que o cansaço, provavelmente o acumulado de mais de 20 dias de viagem, nos fez decidir voltar pra “casa”, em Zurique. Ah, isso na primavera…

Ponte da Capela
Ponte da Capela

Almoçamos num Burger King dentro da estação de trens, enquanto acompanhávamos, nas TVs do estabelecimento, os momentos finais do dramático confronto entre Novak Djokivic e o suíço Stanislas Wawrinka (por quem obviamente todos estavam torcendo), pelas oitavas de final do Australian Open 2013. Desapontado com a derrota do suíço (na verdade, Tati não se importou muito :-)), terminamos nosso lanche/almoço e pegamos o trem de volta.

E esse foi o nosso sétimo (os outros foram: Lugano, Pisa, Montreux, Genebra, Berna e Zermatt!) e último bate-volta da viagem. Não havia energia (ou dinheiro) pra mais nada, e apenas gastamos vagarosamente nossos últimos momentos em Zurique no conforto quentinho do nosso quarto de hotel, comendo queijos, chocolates e afins e assistindo a um emocionante campeonato mundial de snooker na TV.

Tava na hora de voltar 🙂

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Europa – Fotogaleria: Zurique by night!

Empolgados com nosso último dia de sol no inclemente inverno europeu, resolvemos sair também à noite, mesmo cansados no final da viagem, com tripé e tudo, só pra fazer algumas fotos noturnas. Passamos basicamente pelos mesmos lugares do passeio diurno, então não tenho nada de novo a dizer sobre eles, embora valha muito a pena explorar esses mesmos lugares com suas luzes noturnas. Deu trabalho pra fotografar e pra editar, então pelo menos aqui eu vou postar 🙂

Direto ao assunto:

Zurique old town
Zurique old town

Zurique old town
Zurique old town

Zurique old town
Zurique old town

Zurique old town
Zurique old town

Zurique old town
Zurique old town

Zurique old town
Zurique old town

Zurique old town
Zurique old town

Zurique old town
Zurique old town

Zurique Bahnhofstrasse
Zurique Bahnhofstrasse

Zurique Bahnhofstrasse
Zurique Bahnhofstrasse

Dados técnicos: Câmera em modo manual, abertura pequena (f/8) e velocidade entre 3 e 10 segundos. Todas com tripé e tiradas em formato RAW.

Os três dias seguintes foram em extremo slow travel, com direito a apenas um último bate-volta (Lucerna), muito supermercado e muitas horas debaixo dos cobertores do quarto do hotel. Mas os momentos finais da viagem eu conto no próximo post.
Até.

Europa – dia 20 – Roteiro a pé por Zurique

Chegamos a Zurique na tarde do dia anterior, mas o frio extremo, a quantidade de neve que caia e o cansaço acumulado da viagem fez a gente ir direto pro hotel e só começar a explorar a cidade oficialmente no dia seguinte. E também porque chegamos no provável melhor hotel da viagem! Dei a sorte de pegar uma superpromoção da Accor e consegui, por cerca de 100 euros, em uma cidade cara como Zurique, reservar o Continental Zurich – MGallery Collection. Praticamente o mesmo preço que paguei por um Ibis em Lausanne…

Mas um cenário completamente diferente se apresentou no dia seguinte, daquele tipo que só tinha dado as caras 5 vezes durante toda a viagem: um dia de sol! Abaixo de zero, mas ainda assim, sol. Valia a pena deixar o cansaço de lado por mais um dia e aproveitar pra fazer um belo roteiro a pé pelo centro velho (Old Town) da maior cidade Suíça.

Zurique
Zurique Bahnhof


Saímos do hotel e caminhamos em direção à estação de trens, até pegar a Limmatquai, rua que margeia o rio Limmat que corta a cidade. No caminho, além da neve acumulada dos dias anteriores (e que, pelo frio que fazia, não ia derreter tão cedo), passamos por (ou avistamos) o Museu Nacional Suíço, a Fraumünster Church, a prefeitura, a Kirche St. Peter (Igreja de São Pedro) e a Catedral Grossmünster, entre outros.

Sem roteiro ou objetivo definido, depois de um tempo voltamos um pouco na mesma Limmatquai, atravessamos o rio e seguimos pela Bahnhofstrasse, a mais famosa das ruas de Zurique. Cheia de comércio (“popular” e de luxo) e, por isso, muito movimento, é o lugar que melhor dá a ideia de “centro da cidade”. A rua segue até (ou começa por), naturalmente, a estação de trens (Bahnhof), que também era nosso principal ponto de referência/localização na cidade. Ela e o nosso melhor amigo de final de viagem, o supermercado Coop, onde compramos a maioria dos nossos almoços e lanches nos últimos dias.

Não tenho muito mais o que dizer. Deixa as fotos falarem 🙂

Zurique old town
Zurique old town

Zurique old town
Zurique old town

Catedral Grossmünster
Catedral Grossmünster

Zurique old town
Zurique old town

Zurique old town
Zurique old town

Zurique old town
Zurique old town

Zurique old town
Zurique old town

Catedral Grossmünster
Catedral Grossmünster

Zurique Bahnhofstrasse
Zurique Bahnhofstrasse

Zurique Bahnhofstrasse
Zurique Bahnhofstrasse

Zurique Bahnhofstrasse
Zurique Bahnhofstrasse

Museu Nacional Suíço
Museu Nacional Suíço

Como a maioria das pessoas passa pouco tempo em Zurique, esse é o tipo de passeio que pode oferecer um bom resumo da cidade. Dá pra demorar o dia todo nesse roteiro, se quiser curtir bem os lugares, mas dá também pra fazer em pouco mais de 2 horas, se não tiver tempo ou não quiser entrar nos lugares e museus. O mapa abaixo é uma boa sugestão:

Depois disso voltamos pro hotel, pra comer e descansar, mas ainda aproveitamos o embalo e saímos, com tripé e tudo, pra fazer uma sessão de fotos noturnas. Mas essas fotos eu posto na foto-galeria do próximo post.

Até.

Europa – dia 19 – Fotogaleria Interlaken

Era nossa despedida de Interlaken, e da parte mais legal da nossa viagem. Amanheceu, adivinhem, muito frio, mas não tínhamos o menor compromisso de acordar ou sair cedo. A péssima notícia era que nosso Swiss Pass deixou de ser válido, por causa de um vacilo que contei aqui, e teríamos que comprar bilhetes avulsos para Zurique. É precisamente nesse momento que você percebe como o Swiss Pass vale a pena 😦

Ficamos 4 dias lá, mas como essa viagem foi no modo bate-volta extreme, acabei postando praticamente só fotos das outras cidades, apesar de sempre falar um pouquinho da nossa base. Então, pra fechar, e já que eu tive o trabalho de editar :-), segue uma pequena foto-galeria de fotos inéditas da linda Interlaken!

Interlaken Ost
Interlaken Ost, estação de saída para o Jungfraujoch (Top of Europe)

Interlaken
cotidiano de Interlaken, da janela do nosso quarto

Interlaken
Ponto de ônibus literalmente na porta do hotel (que foi o Hotel Tell, e não o da placa)

Interlaken

Interlaken
esse é o visual de Interlaken

Interlaken
saindo ou chegando de trem, essa é uma das vistas
saindo ou chegando de trem, essa é outra das vistas

saindo ou chegando de trem, você nunca cansa da vista

saindo ou chegando de trem, você já entendeu

A chegada em Zurique foi debaixo de muita neve (daqui pra frente, mesmo que eu não mencione, pode deduzir que tava frio bagarai), e aí já fomos entrando naquele modo slow travel de fim de viagem. Só saímos de novo pra comprar mantimentos no supermercado e voltamos pro hotel (excelente, falo mais sobre ele depois).

A partir do próximo post, nossas pequenas aventuras em Zurique!
Até.

Europa – dia 18 – Zermatt e o inigualável Matterhorn

Ainda no final do dia anterior, enquanto Tati já dormia, eu freneticamente tentava decidir qual seria o nosso destino no dia seguinte. A programação normal nos mandava para o passeio “Top of Europe”, o Jungfraujoch, principal passeio da região de Interlaken (nossa base). No entanto, eu tentava encontrar um jeito de justificar uma mudança de planos que nos mandasse para Zermatt, que era um lugar que eu realmente queria conhecer (o que já deveria ser motivo suficiente).

Meses antes de viajar eu já havia tentado encaixar a cidade no roteiro, mas uma hospedagem decente num dos vilarejos de montanha mais cobiçados da Suíça, na alta temporada, tinha preço proibitivo pra nós. Escolher Interlaken como base nem de longe foi um erro, mas deixava Zermatt meio na contramão e tornava Jungfraujoch a escolha mais lógica. Ainda assim tentei buscar apoio para um bate-volta nas caixas de comentário do Viaje na Viagem, mas as respostas foram unânimes: não vale a pena fazer porque é longe e os dias no inverno são curtos. Você não vai aproveitar.

Matterhorn
Matterhorn

Bom, eles estavam errados! (com todo respeito que o Vnv merece)
De volta à noite anterior, primeiro tratei de fazer um apanhado das condições meteorológicas das duas regiões e, pra minha sorte, a previsão era de tempo fechado no Jungfraujch, e sol em Zermatt. Pronto, eu já tinha um motivo. Passei então a comparar os horários e tempos de viagem das duas opções. Pra minha surpresa, para chegar ao Top of Europe levaríamos praticamente o mesmo tempo de trem que para chegar a Zermatt, cerca de 2h. Decisão tomada!

O trajeto de Interlaken a Zermatt é uma aula de como o sistema suíço de transporte funciona à perfeição. Saída de Interlaken West descendo em Spiez, 4 minutos para troca de trem com destino a Visp, descendo em Visp pra mais uma troca de trem, em 5 minutos, finalmente para Zermatt. O que poderia dar errado? Na Suíça, nada! A não ser que você demore a encontrar a próxima plataforma, o que lhe obrigará a esperar pelo próximo trem, com a certeza de que ele chegará no horário, claro…

Dependendo do horário escolhido, seu primeiro trem será um ICE, alemão com destino a Berlin (mas seu Swiss Pass é válido), que foi um dos trens mais legais em que eu já entrei, e o último poderá ser um do Glacier Express, linha panorâmica que sai de St. Moritz até Zermatt (e no sentido oposto também), com janelas enormes, pra fazer justiça às paisagens espetaculares pelas quais esse trem passará.

À medida que íamos subindo a Zermatt, que fica a cerca de 1600m de altitude, batíamos nosso recorde pessoal de temperatura negativa. Apesar da previsão de sol, fazia -10°C com sensação de -20°C já na saída da estação. A pequena cidade não decepcionou e confirmou todas as expectativas que eu tinha: casinhas típicas de vilarejo alpino, ruazinhas e ladeiras, carrinhos elétricos (não permitem veículos poluidores lá, viu Jeri?), neve até a tampa e um frio de doer os ossos.

Caminhamos um pouco pelas ruas muito escorregadias até que a temperatura, já em -12ºC, nos forçou a apressar a escolha de um restaurante. Como eu achava que o idioma daquela região era o francês, entrei pedindo une table pour deux, e fui prontamente atendido. Durante nosso almoço, percebi que uma senhora se comunicava com os funcionários do restaurante em italiano. Aliás, como essa região faz fronteira com a Itália, terminei com um il conto, per favore. Pouco depois descobri que, na verdade, o idioma de Zermatt é o alemão…

Missão cumprida? Não! Não era exatamente Zermatt que eu queria ver. Por meses sonhei, planejei, e finalmente tinha a chance de estar de cara para a montanha mais icônica do planeta: o Matterhorn! (o Everest é mais famoso, mas duvido que você conheça a imagem dele mais que a do Matterhorn). Pra fazer charme, no momento em que chegamos algumas nuvens cobriam exatamente o pico do Matterhorn, mas não demorou até que elas saíssem da frente.

Zermatt
Zermatt

Zermatt
Zermatt

Zermatt
Zermatt

Zermatt
Zermatt

Zermatt
Zermatt

Zermatt
Zermatt

Zermatt
Zermatt

Existem algumas opções de passeios que levam a vistas privilegiadas da montanha-mãe da Suíça, mas optamos pelo Gornergrat, que parece oferecer a melhor vista (nosso passe dava 50% de desconto). Pega-se esse trem numa estação em frente à principal de Zermatt, e o trajeto leva cerca de meia hora até o destino, a mais de 3000 metros de altura. Nas paradas no meio do caminho sobem muitos esquiadores e snowboarders, isso pra saírem correndo do trem assim que ele pára, calçarem seus esquis/snowboards e descerem a montanha (e repetir o processo meia hora depois).

O local conta também com hotel, restaurante, loja de souvenires e um observatório, mas apesar de muito legal, isso tudo é supérfluo. O importante mesmo é a posição privilegiada pra contemplar os alpes, com vários picos acima de 4.000 metros, o mais bonito e imponente sem dúvidas o Matterhorn. O clima estava como os esportistas de inverno costumam chamar de bluebird: céu azul sem nuvens e muito sol!

Apesar do solzão e céu azul, vá “agasalhado até os dentes”. Fazia -17ºC, felizmente com pouco vento, e acho que só conseguimos ficar ainda um bom tempo do lado de fora porque a empolgação era muito grande, e eu conseguia usar a câmera sem tirar as luvas.

Zermatt
Zermatt

Zermatt
Zermatt

caminho Gornergrat
mirante no caminho para Gornergrat

trem Gornergratbahn
trem da Gornergratbahn

snow trecking
snow trecking

Gornergrat
Gornergrat

Matterhorn
Matterhorn

Gornergrat Matterhorn
Gornergrat – Matterhorn

Gornergrat Matterhorn
Gornergrat – Matterhorn

Matterhorn
Matterhorn

Matterhorn
Matterhorn

Gornergratbahn
Gornergratbahn, ao lado da pista de esqui

Matterhorn
Matterhorn

Matterhorn
Matterhorn

temperatura Gornergrat
quadro informativo, com pistas, temperatura e alarme de avalanche

Dá pra ser melhor que isso? Bom, dá, se você for um esquiador experiente e puder descer aquilo lá por conta própria (um dia eu faço, anote aí!), ou se puder bancar a hospedagem no HulmHotel, com direito a ver estrelas no observatório e ver o nascer do sol de frente pro Matterhorn, o que deve ser mágico! Mas não se pode ter tudo 🙂

Quando descemos de volta para Zermatt já fomos direto para estação principal fazer o caminho de volta para Interlaken, agora sim, com a missão cumprida, sorriso no rosto e o sentimento de ter vivido o ponto alto da viagem.

Faríamos de novo duas baldeações, e pela primeira vez o trem em que a gente estava atrasou (teve que ficar parado numa estação vazia por 5 minutos, por algum motivo). Isso, em teoria, faria a gente perder as duas baldeações seguintes, mas magicamente as engrenagens do sistema de transporte suíço se ajustaram e não perdemos nenhum trem. E ainda chegamos no destino final no horário certo! Coisa linda de Deus 🙂