Europa – Índice Itália

Florença
Florença

Organizei todos os posts sobre as cidades que conheci na Itália aqui, pra facilitar a consulta. Confira:

Europa – dia 02 – Reveillon em Milão

Europa – dia 03 – Milão day after

Europa – dia 05 – Último dia, e última ceia, em Milão

Europa – dia 06 – Ida para Florença

Europa – dia 07 – Pelas ruas de Florença

Europa – dia 08 – Bate-volta a Pisa

Europa – dia 09 – Arrivederci Firenze, ciao Venezia

Europa – Piazza della Signoria – Fotogaleria

Europa – dia 10 – Veneza!

Europa – dia 11 – Bate-volta a Murano

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Europa – dia 11 – Bate-volta a Murano

Na nossa primeira manhã em Veneza, a recepção do hotel nos ofereceu um passeio gratuito até Murano, uma ação promocional das galerias de lá para que as pessoas conheçam o processo de fabricação dos famosos vidros de Murano, e também uma forma de combater os “chinos” que vendem réplicas por uma fração do preço e estão “matando” os mestres locais.

Como nosso vôo para Genebra era apenas às 4 da tarde, resolvemos fazer o passeio, e um barco nos apanhou antes das 9 da manhã com destino a Murano, uma ilha a cerda de 2km de Veneza famosa justamente pelo chamado “Murano glass” produzido lá desde o século X!

Murano
A caminho de Murano


Depois de uns 20 minutos de “estrada” desembarcamos em frente a um pequeno ateliê, e um elegante senhor de terno nos aguardava para ser nosso guia. Éramos 4, um casal brasileiro e um casal canadense, e então nosso guia dava as explicações em inglês e francês (só pra se exibir), enquanto uma pequena equipe (um mestre e dois assistentes) fabricava um vaso na nossa frente.

Esse momento não dura muito, e o senhor de terno finalmente nos chama para segui-lo para o que realmente lhe interessa: a galeria repleta de obras à venda. Fiquei até com pena de ver o esforço dele em me convencer a comprar uma escultura de 8 mil euros. Mas já incluso o transporte e o seguro até o Brasil, dizia ele. E depois falava baixinho que poderia me vender por apenas 5 mil (porque eu sou especial).

A caminho de Murano
A caminho de Murano
A caminho de Murano
A caminho de Murano
Fábrica em Murano
Fábrica em Murano
Fábrica em Murano
Fabricando um legítimo Murano glass
Fábrica em Murano
Fabricando um legítimo Murano glass

Depois de passar por várias dessas salas com obras belíssimas (e caríssimas, alguns lustres custavam 40 mil euros), ele nos deixou numa lojinha com vários itens mais “pagáveis”. Olha, esse tá só 150 euros, que barato! Entendi a jogada…

A princípio teríamos transporte de volta também, mas não sabíamos que horas seria isso e então pegamos um vaporeto (tipo o ônibus aquático de Veneza) de volta pro hotel. Fizemos nosso check-out, deixamos as bagagens na recepção e fomos almoçar.

Murano
Murano
Murano
Murano

Para o aeroporto de Veneza, o Marco Polo (não, não é dentro d’água), fomos de aerobus, cujos horários de circulação pegamos no hotel mesmo (acho que sai de meia em meia hora), é muito simples de comprar no terminal rodoviário, e o trajeto dura uns 40 minutos.

Era o fim da nossa jornada na Itália. Ver o original da Última Ceia em Milão, o Davi de Michelangelo e toda a atmosfera de Florença, e por fim a singularidade de Veneza são coisas que ficarão na memória e não têm preço. Estávamos satisfeitos, mas eu tinha uma enorme expectativa sobre os próximos 12 dias: Suíça! Apesar de tudo o que conhecemos, minha impressão era a de que o melhor ainda estava por vir.

Se você leu alguns dos posts anteriores, deve saber que fizemos essa viagem no inverno, e uma das nossas principais expectativas ainda não tinha sido satisfeita: ver Neve. Muitos dias de tempo feio, poucos de sol, e nenhum de neve, apesar de a previsão sempre “ameaçar” com essa possibilidade. Era mais ou menos o que passava pela minha cabeça quando fomos saudados pela Suíça desse jeito:

Alpes Suíços
Alpes Suíços

Alpes Suíços
Alpes Suíços
Alpes Suíços - chegando em Genebra
Alpes Suíços – chegando em Genebra

Sim, o melhor ainda estava por vir.

Europa – dia 10 – Veneza!

Depois de um noite bem dormida no excelente hotel Antiche Figure, acordei lembrando que, dada a quantidade de neblina na noite anterior, ainda não tinha visto “a cara” de Veneza. Essa lembrança foi imediatamente seguida pela alegria de saber que tínhamos um quarto com vista para o Grande Canal. Corri pra janela e pude contemplar pela primeira vez o trânsito na “avenida principal” da cidade.

Veneza
vista do nosso quarto 🙂


Uma boa hora se passou até que a gente vestisse todas as camadas de roupa necessárias, tomasse café e saísse pra explorar Veneza. Apesar de todo o transporte lá ser feito sobre a água, existe uma espécie de rua principal, muito maior do que eu poderia supor, repleta de comércio e turistas. Resolvemos seguir por ela, com destino a famosa Praça de San Marco. Por toda a cidade existem placas indicando a estação de trens, a Ponte Rialto e a própria praça, então mesmo que você se sinta completamente perdido naquele labirinto de ruelas (e você se sentirá), uma hora você chega, se seguir as placas.

Grande Canal Veneza
Grande Canal de Veneza
Gôndola Veneza
Gôndola em Veneza
Veneza

Canal em Veneza

No meio do caminho, porém, não resistimos à tentação e fizemos o clássico e romântico passeio de gôndola. O gondoleiro era muito simpático e ia nos contando histórias de Veneza enquanto conduzia vagarosamente a posuda embarcação, num trajeto que passou pelo Grande Canal, pela Ponte Rialto e por alguns canais bem pequenos, por baixo de pontes com altura suficiente apenas para o gondoleiro mesmo.

O passeio, apesar de curto, foi divertido, e só ficamos com um pouco de medo quando o gondoleiro começou a repetir exatamente a mesma história que ele havia acabado de contar (sobre o fato de as crianças ficarem felizes na acqua alta, porque não precisariam ir pra escola). Acho que o cara entrou em loop, mas pelo menos o passeio acabou numa boa e ele ainda se ofereceu pra tirar fotos nossas na gôndola, que ficaram muito boas!

Canal em Veneza

Gôndola Veneza

Ponte Rialto
Ponte LOL (Rialto, entendeu? Não? Ok…)

Acabado o passeio, continuamos nossa caminhada até a Piazza San Marco, que nos recebeu com seus muitos turistas e muitos pombos, num bonito entardecer, mas infelizmente a Basílica de São Marcos estava com metade da sua belíssima fachada em obras.

Seguimos margeando o Palazzo Ducalle, obervando as construções nas ilhotas próximas e o movimento de embarcações de/para elas. Algum tempo depois fizemos o caminho de volta, dessa vez “por dentro”, usando ruelas e becos ao invés da “rua principal”. Cada um desses lugarzinhos merecia uma foto, mas resolvi deixar alguns deles apenas na (minha) memória mesmo.

Praça San Marco
Praça San Marco

Praça San Marco
Praça San Marco

Basílica de São Marcos
Basílica de São Marcos em obras

Veneza

Veneza

Veneza

Depois de voltar pro hotel e descansar um pouco, saímos novamente à noite pra fazer um lanche, comprar cartão de memória (afinal não era nem a metade da viagem e eu já estava quase sem espaço), e tirar umas fotos noturnas naquele lugar mágico (e um pouco sombrio à noite também, eu achei). Seria nossa última noite em Veneza, e na Itália.

Veneza

Veneza

Veneza

No dia seguinte fizemos um passeio até Murano e partimos para a Suíça, mas isso eu conto no próximo post.
Até.

Europa – Piazza della Signoria – Fotogaleria

A Piazza della Signoria é uma importante praça de Florença, em frente ao Palazzo Vecchio, onde também fica a Galeria Uffizi, e que, não canso de repetir, foi minha praça preferida na cidade (o que não é pouca coisa em se tratando de Florença). Como não quis encher demais o post anterior com as fotos dela, resolvi postá-las agora, em forma de fotogaleria. Nas legendas os nomes das obras desse verdadeiro museu a céu aberto.

Loggia dos Lanzi
Loggia dei Lanzi

Palazzo Vecchio
Palazzo Vecchio

Fonte de Netuno, de Bartolomeo Ammannati
Fonte de Netuno, de Bartolomeo Ammannati

Netuno, de Bartolomeo Ammannati
Netuno, de Bartolomeo Ammannati

Davi, Michelangelo
Mais uma réplica de Davi, de Michelangelo

se alguém souber o nome dessa…

O rapto da Sabina, de Giambologna
O rapto da Sabina, de Giambologna

Davi, Michelangelo
Mais uma réplica de Davi, de Michelangelo

Hercules e Cacus, de Baccio Bandinelli
Hercules e Cacus, de Baccio Bandinelli

Perseus com a cabeça de Medusa, de Benvenuto Cellini
Perseus com a cabeça de Medusa, de Benvenuto Cellini

Europa – dia 09 – Arrivederci Firenze, Ciao Venezia

Enfim chegou nosso último dia em Florença, a primeira cidade que realmente gostamos nessa eurotrip, e na nossa lista de checkpoints ainda faltava a Piazalle Michelangelo, que pra um aspirante a fotógrafo como eu é muito importante, porque fica no alto de uma colina e oferece uma ótima vista panorâmica da cidade. Pra isso acordamos mais cedo que de costume, porque nosso trem para Veneza partiria às 15:30h.

caminho ponte vecchio
A caminho da Piazalle Michelangelo

O ideal, saindo do nosso hotel, era pegar um táxi ou ônibus até lá, mas a Tati estava com uma tremenda disposição pra caminhar nesse dia, e então fomos a pé mesmo. Uma baita caminhada, mas o friozinho (friozão, mas a gente tava acostumando) ajudou a torná-la mais agradável, e assim a gente pôde caminhar um pouco mais margeando o belo rio Arno.

Chegando lá em cima, nos deparamos com mais uma réplica de Davi, e também com um montão de turistas e alguns vendedores. Aliás, os souvenirs de Florença não me agradaram muito, porque quase todos eles fazem referência ao Davi, mas a uma parte específica de sua anatomia, se é que me entendem. Meio Bizarro.

Florença

Duomo Florença
de longe é que se vê a grandiosidade do Duomo de Florença

Florença

Florença

Florença

Pra nossa sorte, assim que chegamos no alto da praça o dia começou a melhorar, o céu a ficar azul e o sol finalmente a dar as caras por ali. Fiquei feliz em finalmente poder fazer algum registro fotográfico dessa cidade com sol, mas uma outra coisa chamou imediatamente nossa atenção…

Vários casais de japoneses (ok, podem ser chineses, coreanos…) começaram a chegar pra fazer fotos de casamento, todos vestidos a caráter, com direito a limousine, fotos e filmagem! Ficamos especulando se eles tinham se casado lá (no Japão, na China, na Coréia…) e foram só tirar as fotos, ou se tinham acabado de casar em Florença mesmo. Se foi isso mesmo, foi um baita japa-casamento coletivo! E ficamos com vergonha de interromper e perguntar.

Satisfeitos com a vista e com as fotos, fizemos o caminho de volta, sempre a pé, e dessa vez com sol. Aproveitei pra refazer algumas fotos dos dias anteriores, e demos mais uma parada na Piazza della Signoria. Tentamos também entrar na Galleria degli Uffizi, um dos principais museus de Florença, mas infelizmente tava fechado naquele dia (uma segunda-feira).

Rio Arno

Rio Arno

Duomo Florença

Duomo Florença

Almoçamos, pegamos nossas bagagens no hotel (já havíamos feito check-out) e seguimos para Santa Maria Novella, já com saudades dessa bela cidade.

Como eu disse no primeiro post, tivemos ótima impressão de Florença, mas, pra não dizer que não reclamei de nada, o assédio dos vendedores aos turistas é muito desagradável! Alías, na Itália toda tivemos esse problema (nas cidades que fomos). Basta você mostrar o mais remoto interesse em comprar (ou saber o preço de) alguma mercadoria que eles passam a seguir você pela rua oferecendo descontos, desesperadamente, com todas as suas tralhas nas mãos! Um constrangimento.

Partimos para Veneza e chegamos lá já à noite, debaixo de uma intensa neblina que deixou a cidade com uma aparência sombria. Nosso hotel era muito bem localizado, em frente à estação de trens, mas ainda assim foi preciso atravessar uma ponte pra chegar lá, o que é um baita perrengue se você tem malas, já que as pontes são feitas de (muitos) degraus. Havia uns caras pedindo 2 euros pra carregá-las pra mim, mas eu não quis correr o risco de eles carregarem as malas pra “muito longe” de mim 🙂

Chegando no hotel Antiche Figure tivemos provavelmente o melhor serviço da viagem. Chiara nos atendeu calorosamente e nos ofereceu um upgrade (por 30 euros a mais, por noite, mas ofereceu), e então nos demos o luxo de ficar em Veneza com vista. Depois de descansar um pouco, saímos pra jantar, e não havia viva alma nas ruelas, e a visibilidade era baixa por causa da neblina. Motivo suficiente pra deixarmos pra explorar a cidade de verdade no dia seguinte.

E o dia seguinte eu conto no próximo post.
Até!