Harry Potter

Europa 2014 – Londres: Harry Potter e Camden Town

Não bastasse a gente ter deixado de fazer tanta coisa em Londres na primeira vez em que estivemos lá, ainda apareceram coisas novas pra fazer que não existiam na época (e outras ficaram pra próxima, e pra próxima…). Uma dessas coisas foi a possibilidade de visitar os estúdios da Warner que abrigam alguns dos mais famosos cenários originais da franquia Harry Potter, além de muitos figurinos e outros objetos de cena. É um programa divertido pra quem nem é fã da série, como eu. Para os aficionados, é o máximo!

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Londres - Big Ben

Europa 2014 – Londres, um roteiro óbvio (mas essencial)

E lá voltamos nós. Se 5 anos atrás alguém me dissesse que eu iria três vezes à Europa em tão pouco tempo eu não levaria a sério. Mas isso teria sido antes de eu ser infectado com o vírus das viagens, daquele subtipo melhor medicado no Velho Mundo. Câmbio favorável (ok, cada vez menos) e promoções da TAP também ajudam.

Como tínhamos dessa vez a companhia de marinheiros de primeira viagem à Europa, o roteiro foi recheado de clichês, e apesar de parecer não digo isso como uma coisa ruim. A arte está em escolher os melhores clichês, evitando as roubadas pega-turistas e ficando apenas com aqueles que afinal de contas fizeram por merecer justamente o seu famigerado rótulo.

Além do mais, Londres é uma cidade de mil faces, mesmo nos seus caminhos mais universalmente conhecidos até por quem nunca pisou lá. A primavera era uma coisa nova para nós, e os dias mais longos vieram como combustível extra pra fazer o dia render render mais.

Começaríamos nosso roteiro pela Tower Bridge, mas a primeira coisa que fizemos foi nos perdermos, e descemos do ônibus (fico imaginando quem precisa de ônibus hop-on hop-off numa cidade de double decks tão bons) numa região de East London que se mostrou bem longe da famosa ponte. Foi ótimo! Caímos no meio de uma espécie de mercado árabe e foi divertido observar o vai e vem de mulheres de véus ou mesmo de burca! Eles não pareciam curtir o fato de eu estar tentando fotografá-los, e como ainda não tenho o hábito de pedir, fiquei sem boas fotos desses momentos.

East London
East London

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Europa – dia 17 (o fim e a volta)

Antes de qualquer coisa, quero deixar a dica do blog que mais me ajudou a aprender sobre Londres. Assim como existe o Conexão Paris pra sanar todas as dúvidas sobre err, Paris, o Londres para Principiantes dá quase toda a ajuda necessária na hora de montar roteiros na terra da rainha. Mais uma vez, fica a dica.

De volta ao assunto do post, dormimos no dia anterior já com as malas praticamente prontas, porque o checkout no Tune Hotel seria às 10h da manhã! Só deu tempo mesmo de acordar, tomar um banho e sair pra tomar café do lado do hotel (já com as malas na recepção).

Estávamos em Londres e tínhamos que viajar até Paris, de onde partiria nosso voo até o Brasil. Hora de passar pelo famoso Eurotúnel, com passagens compradas ainda no Brasil, com bastante antecedência. Se não for assim, é bem capaz de você não conseguir vaga ou de sair muito caro.

Como o Eurostar para Paris sai da estação de St. Pancras, que compartilha o espaço com a estação de metrô e de trem de King’s Cross, ainda tínhamos de bônus uma última “atração” pra visitar: a plataforma 93/4 da estação de King’s Cross, usada por Harry Potter para embarcar até Hogwarts. Eles mantém até um “pedaço” de carrinho de bagagens “atravessando a parede”.

boa sacada…

Plataforma imaginária visitada, hora de fazer o checkin no Eurostar. Como eu não queria dar sopa pro azar, comprei nossas passagens para o horário das 13h com chegada em Paris às 16:15h (são 2 horas e 15 minutos de viagem mais 1 hora de fuso), mas nosso voo era somente às 20h, assim teríamos tempo sobrando caso aparecesse algum imprevisto.

A viagem Londres-Paris via Eurostar não é lá muito “cênica”, leia-se monótona, mas chegamos no horário previsto à Gare du Nord. De lá mesmo pegamos o metrô até o terminal 1 do Charles de Gaulle (e dá-lhe carregar malas pelas escadas), já sentindo o cheiro característico de Paris, se é que me entendem. Dez dias depois de deixar Paris estávamos de volta onde tudo tinha começado.

Chegando no aeroporto apanhamos um pouco pra chegar no lugar certo de fazer o checkin, mas fizemos e pegamos orientação para fazer o détaxe, que é a devolução de imposto pago em compras feitas à partir de um determinado valor numa mesma loja. Não vou entrar em detalhes, mas quem quiser saber mais sobre isso é só dar uma olhada nesse post do Conexão Paris.

Depois disso, só a espera e os longos voos de volta, que são muito mais chatos que os de ida, já que você não está com aquela empolgação de chegar num lugar diferente, e sim com a pressa de chegar em casa. Mas no final de tudo, there is no place like home!

E essa foi a minha primeira viagem a europa (de muitas, espero). Espero que tenham gostado dos relatos e que alguma informação que postei aqui lhes seja útil. Quis escrever isso tudo também porque fui muito ajudado pela experiência de outras pessoas que escreveram em blogs suas viagens, suas dicas, suas roubadas. Viajar é viver.

Até a próxima!

Europa – dia 16 (Mind the gap, please)

Era o nosso último dia “útil” em Londres e haveria um milhão de coisas pra conhecer na cidade, mas não haveria tempo, claro. Fizemos uma lista (mental), compramos um TravelCard de um dia e partimos para o metrô. Se você comprar apenas um bilhete avulso, ele custará 4,5 libras (cada!). Já um TravelCard válido para viagens ilimitadas num único dia nos custou 5,6 libras (cada). Bem mais justo e fica a dica.

Andamos tanto de metrô nesse dia que eu me pegava repitindo sozinho o “mind the gap, please” repetido a cada estação. Por isso o título do post, já que foi nesse dia que realmente aprendemos a usar o enorme, antigo, clássico e muito completo metrô de Londres. Como eles estão reformando a malha ferroviária, algumas linhas não estavam funcionando, mas sempre havia uma rota alternativa bem sinalizada.

Outra coisa que gostei muito no metrô de Londres foram os artistas que se apresentavam nos corredores de algumas estações, que achei talentosos (pra artistas de rua) e de bom gosto (o que significa: gosto parecido com o meu!). Um deles estava tocando “girl from Ipanema“. Como não simpatizar com essa cidade?

Mas, indo ao que interessa, decidimos experimentar o rink de patinação no gelo aberto em frente ao Museu de História Natural. Os “museófilos” que me perdoem mais uma vez, mas nem entramos no dito cujo. A ideia era ter uma experiência diferente da que estamos acostumados. E, sim, we suck na patinação no gelo (ou em qualquer outra superfície, no meu caso).

ah, um desse já me ajudava… 

muitas famílias no local 

carrossel ao lado do ice rink

Uma hora e muitos tombos depois, saímos de lá em direção à Tower Bridge, umas das pontes mais famosas de Londres (eu acho), pelo menos é o que sugeria a horda de turistas que estava atravessando ela à pé. No final das contas me impressionei mais com os prédios modernos da vizinhança do que com a ponte em si.

skyline modernoso de Londres

Tower Bridge

Tower Bridge

A essa altura já era hora do almoço e ainda tínhamos um compromisso “obrigatório”. Ainda não tínhamos ido ao museu de cera Madame Tussauds, cujos ingressos tínhamos comprado num combo da London Eye. Decidimos seguir pra lá e almoçar nas redondezas. O chato foi que escolhemos a pior birosca da região pra comer, porque resolvemos fazer um lanche mais fast-food. Não dá pra ganhar sempre… pelo menos foi barato!

Daniel Craig (Sean Connery na penumbra)

Robert Plant

Bob Marley

Pra mim, o ponto alto da visita ao Madame Tussauds é o “trenzinho” que a gente pega no final, com os vagões em formato de black cab, num trajeto contando a história de Londres. Muito legal de ver, mas eu não tenho fotos. Às vezes você tem que escolher se quer viver o momento ou fotografá-lo. Nem sempre dá pra fazer os dois ao mesmo tempo.

De lá fomos novamente à Piccadilly Circus, porque faltava comprar uns souvenirs e queríamos jantar no Friday’s, o que não rolou porque tava lotado, mas conseguimos um outro bom lugar pra comer e gastar as últimas libras que trocamos no primeiro dia.

Feito tudo isso fomos dormir, porque o dia seguinte seria bem longo. Um trem para Paris, um avião para São Paulo e outro pra Fortaleza. Mas no último post dessa série eu conto como ainda aproveitamos até os últimos momentos a melhor viagem de nossas vidas (até agora)!

Até.

Europa – dia 15 (Castelo de Windsor)

No segundo, e penúltimo, dia “útil” em Londres decidimos conhecer o Castelo de Windsor, que fica a cerca de uma hora de trem (de baixa velocidade) da capital. Mais uma vez tirando vantagem de estar num hotel muito bem localizado, nos dirigimos à pé até a estação de trens de Waterloo e compramos passagens combinadas com entradas no castelo, conseguindo desconto (pelo combo).

No nosso vagão foi também uma turma de pequenos estudantes, devidamente acompanhada de um adulto, mas esses desceram mais ou menos na metade do caminho. Aliás, o trajeto não é lá muito interessante e chega a ser monótono o pinga-pinga do trem até finalmente chegar a Windsor.

chegando na estação final já dá pra ver o castelo

a cidadezinha é bem simpática

Saindo da pequena estação final, basta subir a rua até a entrada do castelo, sempre visível. Chegando lá existem controles de segurança na entrada, mas como tudo até agora, sempre de forma muito gentil e amigável. É possível pegar audioguias sem custo adicional e basta seguir as várias placas indicativas dentro dos muros do castelo.

uma das várias torres do castelo

Apesar de atração turística, o Castelo de Windsor é usado pela família real atualmente, e a rainha costuma passar todos os seus finais de semana lá. Dessa forma, algumas áreas podem ser liberadas ou bloqueadas sem aviso prévio, de acordo com a necessidade dela.

Depois de conferir vários cômodos do castelo, estávamos dando uma volta num dos pátios internos e havia uma área fechada à visitação, com guardas ao longe fazendo a vigilância. Ficamos ali rente às grades observando e tirando fotos quando, de repente, fui abordado por um guarda:

Give me your camera, please.
Balbuciei um sorry e fiz sinal de que não tinha entendido, e ouvi de novo:
Your camera, please! – falando sério.

Fiquei imaginando que tipo de regra eu teria infringido ou que coisa eu teria fotografado indevidamente pra ter meu equipamento confiscado, mas calmamente entreguei a câmera, esperando alguma explicação em seguida. Já com a minha câmera em seu poder, o guarda começou a sorrir e sinalizou pra que eu me juntasse à Tati, porque ele tiraria uma foto nossa!

Depois da foto, todos já bem mais descontraídos, o simpático guarda ainda “ordenou” que eu tirasse uma foto DELE com a Tati. Gaiato…
Muito solícito, ele ainda nos informou que a rainha, por acaso, estava no castelo naquele exato momento, justamente na área fechada ao público (apontou), e a “bandeira da rainha” hasteada numa das torres sinalizava isso. Se ele estava me sacaneando de novo ou não, nunca saberei, haha.
só errou no foco, mas tudo bem…

esse sorriso ainda era da minha cara!

De lá saímos do castelo e fomos almoçar, usando a mesma estratégia de sempre: entrar no primeiro lugar de aparência/preço bom. O lugar era bastante acolhedor e o atendimento muito acima da média. Ficamos numa mesinha de frente pra lareira (pra ajudar a rebater a friaca impiedosa lá de fora).

almoçando de frente pra lareira

Reabastecidos, descemos a mesma rua em direção à estação de trens e esperamos o próximo de volta pra Londres. A volta é mais longa que a ida, psicologicamente, ainda mais porque já chegamos “de noite” (5 da tarde).

À noite resolvemos ir ao cinema, pra saber afinal como era uma sala IMAX, e fomos ao BFI. A sala é 3D, a tela é absurdamente gigantesca, mas o filme era mais ou menos, apesar de esteticamente perfeito. Valeu pela experiência. De lá voltamos pro hotel, também andando, porque era pertinho (já mencionei as vantagens de um hotel bem loalizado?), e fomos dormir, eu já com saudade da viagem que tava acabando…

O próximo post é o último dia útil de viagem. Até.