Eurotrip 2013

Hora de colher os frutos de longos meses de trabalho árduo e orçamento apertado. Depois de muita pesquisa e planejamento, chegou a hora de viajar de verdade, porque minha cabeça tava viajando faz tempo!

Depois (provavelmente na volta) eu dou mais detalhes sobre esse roteiro. Por ora eu só quero dar um pé na bunda de 2012 e trabalhar pra que 2013 seja muito melhor.

A todos, um feliz Ano Novo!

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Aos excursionistas, ainda há esperança

ônibus de excursão – exciting! (fonte: melhor não…)

Sim, por uma dessas ironias do destino e por uma esdrúxula combinação de fatores que tornariam uma viagem no feriado cara demais, tive que viajar de excursão. Logo eu que sempre maldigo tanto essa forma ultrapassada e broxante de viajar.

Se essa recente experiência não me trouxe nenhuma grata surpresa – exceto pelo fato de não haver nenhum chato no grupo, o que é raro, justiça seja feita – serviu pra que eu percebesse a existência de um grupo específico de viajantes (ou turistas, como queira): pessoas que SÓ viajam de excursão!

Fico com vontade de ajudar. Não entenda como arrogância, mas tenho pena de quem gasta tanto ou mais que eu numa viagem pra “conhecer” um lugar pela janela de um ônibus. Pra ficar no hotel determinado, comer nos lugares determinados e fazer as coisas determinadas por alguém. Você já é mandado pelo chefe o ano todo, e nas férias paga pra alguém mandar em você? Você está fazendo isso errado…

Veja bem, eu não quero que acabem as agências e os guias de turismo. Em muitas situações a ajuda deles é importante e bem-vinda. Você não vai querer/poder fazer um safari na África sozinho e sem instrução, nem vai poder conhecer os Lençóis Maranhenses sem um profissional credenciado, ou alugar um carro e subir a cordilheira dos Andes por conta própria na Estrada de los Caracoles pode não ser a sua praia.

Estrada dos Caracoles – fonte: Wikipedia

Acredito que as pessoas viajam em excursões principalmente por 3 motivos: medo, preguiça e falta de informação. Medo de alguma coisa dar errado (como se não desse nas excursões), preguiça de pesquisar sobre o destino, e simplesmente não saber que é possível fazer uma viagem muito mais proveitosa  por conta própria.

Se você, excursionista de carteirinha, ainda não se convenceu, proponho o seguinte: da próxima vez que for viajar, esqueça que existe a CVC (e similares), use a internet e monte e “execute” sua viagem por conta própria (o que não significa não ter ajuda de ninguém). Depois de “sair da caixa” e conhecer um lugar como ele realmente é (na medida do possível) me diga o que prefere. Se não gostar, pode voltar pra dentro do ônibus da CVC e seja feliz (mas um blu-ray com videos da cidade deve ser mais legal).

Poderia passar horas escrevendo sobre as desvantagens de uma viagem “empacotada”, mas meu objetivo aqui era só desabafar um pouquinho. Até porque não é a primeira vez que falo sobre isso. Confira:

Giusti Tur – Parte I
Giusti Tur – Parte II

Europa – Índice Londres



Seguindo a mesma linha do índice França e do índice Alemanha, organizei os posts sobre Londres pra facilitar a consulta.

Europa – dia 14 (Londres) parte 1 – London Eye e Big Ben
Europa – dia 14 (Londres) parte 2 – St. James Park e Palácio de Buckingham
Europa – dia 14 (Londres) parte 3 – Piccadilly Circus e Harry Potter
Europa – dia 14 (Londres) – Galeria Aquário
Europa – dia 16 (Mind the gap, please) – Ice Rink, Tower Bridge e Madame Tussauds

Europa – dia 17 (o fim e a volta) – O fim e a volta

Europa – dia 17 (o fim e a volta)

Antes de qualquer coisa, quero deixar a dica do blog que mais me ajudou a aprender sobre Londres. Assim como existe o Conexão Paris pra sanar todas as dúvidas sobre err, Paris, o Londres para Principiantes dá quase toda a ajuda necessária na hora de montar roteiros na terra da rainha. Mais uma vez, fica a dica.

De volta ao assunto do post, dormimos no dia anterior já com as malas praticamente prontas, porque o checkout no Tune Hotel seria às 10h da manhã! Só deu tempo mesmo de acordar, tomar um banho e sair pra tomar café do lado do hotel (já com as malas na recepção).

Estávamos em Londres e tínhamos que viajar até Paris, de onde partiria nosso voo até o Brasil. Hora de passar pelo famoso Eurotúnel, com passagens compradas ainda no Brasil, com bastante antecedência. Se não for assim, é bem capaz de você não conseguir vaga ou de sair muito caro.

Como o Eurostar para Paris sai da estação de St. Pancras, que compartilha o espaço com a estação de metrô e de trem de King’s Cross, ainda tínhamos de bônus uma última “atração” pra visitar: a plataforma 93/4 da estação de King’s Cross, usada por Harry Potter para embarcar até Hogwarts. Eles mantém até um “pedaço” de carrinho de bagagens “atravessando a parede”.

boa sacada…

Plataforma imaginária visitada, hora de fazer o checkin no Eurostar. Como eu não queria dar sopa pro azar, comprei nossas passagens para o horário das 13h com chegada em Paris às 16:15h (são 2 horas e 15 minutos de viagem mais 1 hora de fuso), mas nosso voo era somente às 20h, assim teríamos tempo sobrando caso aparecesse algum imprevisto.

A viagem Londres-Paris via Eurostar não é lá muito “cênica”, leia-se monótona, mas chegamos no horário previsto à Gare du Nord. De lá mesmo pegamos o metrô até o terminal 1 do Charles de Gaulle (e dá-lhe carregar malas pelas escadas), já sentindo o cheiro característico de Paris, se é que me entendem. Dez dias depois de deixar Paris estávamos de volta onde tudo tinha começado.

Chegando no aeroporto apanhamos um pouco pra chegar no lugar certo de fazer o checkin, mas fizemos e pegamos orientação para fazer o détaxe, que é a devolução de imposto pago em compras feitas à partir de um determinado valor numa mesma loja. Não vou entrar em detalhes, mas quem quiser saber mais sobre isso é só dar uma olhada nesse post do Conexão Paris.

Depois disso, só a espera e os longos voos de volta, que são muito mais chatos que os de ida, já que você não está com aquela empolgação de chegar num lugar diferente, e sim com a pressa de chegar em casa. Mas no final de tudo, there is no place like home!

E essa foi a minha primeira viagem a europa (de muitas, espero). Espero que tenham gostado dos relatos e que alguma informação que postei aqui lhes seja útil. Quis escrever isso tudo também porque fui muito ajudado pela experiência de outras pessoas que escreveram em blogs suas viagens, suas dicas, suas roubadas. Viajar é viver.

Até a próxima!

Europa – dia 16 (Mind the gap, please)

Era o nosso último dia “útil” em Londres e haveria um milhão de coisas pra conhecer na cidade, mas não haveria tempo, claro. Fizemos uma lista (mental), compramos um TravelCard de um dia e partimos para o metrô. Se você comprar apenas um bilhete avulso, ele custará 4,5 libras (cada!). Já um TravelCard válido para viagens ilimitadas num único dia nos custou 5,6 libras (cada). Bem mais justo e fica a dica.

Andamos tanto de metrô nesse dia que eu me pegava repitindo sozinho o “mind the gap, please” repetido a cada estação. Por isso o título do post, já que foi nesse dia que realmente aprendemos a usar o enorme, antigo, clássico e muito completo metrô de Londres. Como eles estão reformando a malha ferroviária, algumas linhas não estavam funcionando, mas sempre havia uma rota alternativa bem sinalizada.

Outra coisa que gostei muito no metrô de Londres foram os artistas que se apresentavam nos corredores de algumas estações, que achei talentosos (pra artistas de rua) e de bom gosto (o que significa: gosto parecido com o meu!). Um deles estava tocando “girl from Ipanema“. Como não simpatizar com essa cidade?

Mas, indo ao que interessa, decidimos experimentar o rink de patinação no gelo aberto em frente ao Museu de História Natural. Os “museófilos” que me perdoem mais uma vez, mas nem entramos no dito cujo. A ideia era ter uma experiência diferente da que estamos acostumados. E, sim, we suck na patinação no gelo (ou em qualquer outra superfície, no meu caso).

ah, um desse já me ajudava… 

muitas famílias no local 

carrossel ao lado do ice rink

Uma hora e muitos tombos depois, saímos de lá em direção à Tower Bridge, umas das pontes mais famosas de Londres (eu acho), pelo menos é o que sugeria a horda de turistas que estava atravessando ela à pé. No final das contas me impressionei mais com os prédios modernos da vizinhança do que com a ponte em si.

skyline modernoso de Londres

Tower Bridge

Tower Bridge

A essa altura já era hora do almoço e ainda tínhamos um compromisso “obrigatório”. Ainda não tínhamos ido ao museu de cera Madame Tussauds, cujos ingressos tínhamos comprado num combo da London Eye. Decidimos seguir pra lá e almoçar nas redondezas. O chato foi que escolhemos a pior birosca da região pra comer, porque resolvemos fazer um lanche mais fast-food. Não dá pra ganhar sempre… pelo menos foi barato!

Daniel Craig (Sean Connery na penumbra)

Robert Plant

Bob Marley

Pra mim, o ponto alto da visita ao Madame Tussauds é o “trenzinho” que a gente pega no final, com os vagões em formato de black cab, num trajeto contando a história de Londres. Muito legal de ver, mas eu não tenho fotos. Às vezes você tem que escolher se quer viver o momento ou fotografá-lo. Nem sempre dá pra fazer os dois ao mesmo tempo.

De lá fomos novamente à Piccadilly Circus, porque faltava comprar uns souvenirs e queríamos jantar no Friday’s, o que não rolou porque tava lotado, mas conseguimos um outro bom lugar pra comer e gastar as últimas libras que trocamos no primeiro dia.

Feito tudo isso fomos dormir, porque o dia seguinte seria bem longo. Um trem para Paris, um avião para São Paulo e outro pra Fortaleza. Mas no último post dessa série eu conto como ainda aproveitamos até os últimos momentos a melhor viagem de nossas vidas (até agora)!

Até.