Europa 2014 – Paris, um roteiro óbvio (mas essencial)

Se, por algum motivo maluco, você tiver apenas 1 dia em Paris, o que é um absurdo se for a sua primeira vez na capital francesa, talvez o roteiro a seguir seja o mais indicado para conhecer o essencial, o filé, da cidade. Há que se ter muita disposição pra cumprir ele todo e ainda assim vai faltar muita coisa, mas como nos apareceu um espetacular dia de primavera pela frente, encaramos.

Nosso roteiro começou próximo da estação Châtelet, do lado do nosso apartamento alugado em Paris. Caminhamos até a outra margem do Sena, passando pela Conciergerie para comprar nosso Paris Museum Pass, do qual já falei laaaá em 2010. Atravessamos a Île de la Cité em direção à ultra-famosa Catedral de Notre Dame. Ao contrário da primeira vez, agora entramos na nela, e achei mais bonita do que por fora (nunca achei lá muita graça nela por fora, pra falar a verdade). Gostaria de ter subido na torre, mas como a fila era muito grande decidimos seguir em frente.
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Europa – Índice França

Champs Élysées e Arco do Triunfo

Sei que um blog às vezes é meio esquisito de consultar, e a ordem cronológica inversa pode confundir os menos acostumados, então resolvi fazer um índice agrupando todos os posts da lua de mel sobre a França, na ordem “natural” das coisas:

Europa – dia 01 (Paris) – A chegada

Europa – dia 02 (Versailles) – O Castelo de Versailles

Europa – dia 03 (Paris) – O Museu do Louvre

Europa – dia 04 (Paris) – Montmartre e Torre Eiffel

Europa – dia 05 (Paris) – Jardim de Luxemburgo

Europa – dia 06 (Paris) – Champs Élysées

Europa – dia 07 (Strasbourg) – Strasbourg

Futuramente haverá um índice da Alemanha e um de Londres, quando os respectivos posts estiverem publicados.

Europa – dia 07 (Strasbourg)

Ok, eu planejei muito bem uma viagem pra Europa por conta própria e tava me sentindo o cidadão do mundo. Tava tudo muito bom e tudo muito fácil, mas agora é que o roteiro (e minha confiança na internet) ia começar a ser colocado à prova de verdade. Tínhamos que fazer checkout no hotel bem cedinho e chegar na Gare de l’Est a tempo de pegar um trem bala às 8:24h para Strasbourg, comprado com meses de antecedência.

Pela primeira vez pedimos que a recepção do hotel nos chamasse um taxi, e pra nossa surpresa o carro já chegou com cerca de 10 euros no taxímetro. Não sei se é regra lá, mas mesmo assim me senti roubado, e preferimos não discutir o assunto usando nosso parco francês. Sem problemas, porque chegamos no horário e ainda deu tempo de tomar um chocolate quente enquanto procurávamos a plataforma.

É tudo muito organizado, como era de se esperar, mas a plataforma de onde o trem vai partir só aparece nos monitores da estação faltando poucos minutos para o embarque. Dá uma certa aflição quando você está cheio de bagagens pra carregar. Mais uma vez, deu tudo certo e embarcamos.

Como disse no final do post anterior, agora começaria uma parte mais corrida da viagem, passando apenas um dia em Strasbourg, pra depois pegar outro trem pra Heidelberg, já na Alemanha. Por isso decidi reservar um hotel que fosse perto da Gare (a estação de trem), pra ganhar tempo, no caso o Ibis Strasbourg Centre Gare. Muito simples e muito barato, do jeito que imaginei.

Deixamos nossas malas no hotel e fomos conhecer a cidade, à partir de dicas do centro de turismo (sempre tem um perto das estações de trem). Andamos um bocado à procura da catedral da cidade, que é muito imponente, mas difícil de tirar fotos por falta de espaço.

 Strasbourg

a França e seus carrinhos… 

a Catedral, meio complicada de enquadrar

O legal da cidade são suas inúmeras pontes e a arquitetura de origem alemã, pois a região já foi alvo de disputa entre os dois países, e talvez a melhor forma de conhecê-la (rapidamente) seja fazendo um passeio de barco, e foi o que fizemos. Infelizmente o barco era fechado por uma redoma de vidro e prejudicou 99% das fotos que tirei. Ouvi dizer que existem passeios em barcos abertos, mas não vimos. Interessante é que eles fornecem fones de ouvido pra um áudio-guia disponível em trocentos idiomas diferentes, inclusive esperanto, mas sem o português! Dá bem a medida da importância de Portugal pra Europa, mas isso já é outro assunto…

cores de outono – mais uma 

 ruas de Strasbourg

canais de Strasbourg

 ainda havia algum traço das greves que ocorreram nas semanas anteriores

restaurante em Strasbourg 

da janela do hotel

E assim acabou nosso dia em Strasbourg. A Tati esperava mais, mas eu até que achei a cidade simpática. Jantamos e fomos dormir, porque no dia seguinte começaria a parte germânica da nossa aventura. Será que a gente ia entender alguma coisa na terra do Vettel (Schumacher já era…)?
Aguarde e confie…

Europa – dia 06 (Paris)

les Invalides (o mais perto que cheguei)

Enfim, último dia em Paris. Último dia de turismo, porque só partiríamos para Strasbourg no dia seguinte (bem cedo) e ainda voltaríamos no último dia da viagem, pra pegar o voo pro Brasil. Ainda teria muita coisa pra conhecer, mas não estávamos a fim de cumprir nenhuma “obrigação turística”, e resolvemos só dar mais uma olhada no que estava mais próximo do hotel, absurdamente bem localizado.

proximidades do hotel

Fomos então em direção à Ópera Garnier, mas nem entramos. Deveríamos, mas não entramos. O jeito é voltar um dia… ;-). De lá fomos para as bandas da Praça da Concórdia, Ponte Alexandre III e Grand Palais, sempre acompanhados de um friozinho de rachar.

 Ópera Garnier

 Margens do Sena

 cores de outono

 Ponte Alexandre III, com Grand Palais ao fundo

 escultura na Ponte Alexandre III

 escultura na Ponte Alexandre III

cores de outono, pra quem não cansa



O ponto negativo, mais uma vez, ficou por conta da abordagem de golpistas, em plena Alexandre III, que muitos dizem ser a ponte mais bonita de Paris (deve ser). Dessa vez tentaram nos dar, duas vezes, o golpe do anel: entenda como funciona nesse link. Como eu já tinha lido à respeito nem deixei que puxassem conversa, mas mais uma vez aquilo tirou nosso tesão de ficar por ali, principalmente dando mole com equipamentos fotográficos.

Como hoje era dia de slow travel mesmo, voltamos na direção do hotel e procuramos um bom lugar pra almoçar, pra depois descansar. Aliás, acabamos pegando a manha da alimentação com o tempo. Pra quem tem limites no orçamento (como nós), é fundamental transformar algumas refeições em lanches (até pra ganhar tempo), porque comer em restaurante bacana o tempo todo esvazia a carteira, ou o limite do cartão. Começamos gastando 30 a 40 euros por jantar, mas depois aprendemos a gastar apenas 6 euros no café da manhã (pra 2), e baixando o custo de uma das refeições principais pra casa dos 15, 20 euros. Paris é cara.

Pois bem, depois de merecido descanso, chegava a hora de colocar minha mais recente aquisição pra trabalhar: o tripé! Queria fazer umas fotos noturnas na Champs Élysées, mas a primeira coisa que percebi é que não tenho saco de andar todo dia carregando um tripé. Já me basta a bolsa com todas as outras bugigangas. Por isso ficou pro último dia mesmo. Comento o resultado abaixo das fotos:

 Champs Élysées

  Champs Élysées

eu mencionei o… perigo de atropelamento?

sim, dava um, digamos, receio de ficar no meio disso

Rá!

A execução foi um pouco mais difícil do que imaginava, primeiro porque naquela região sempre tem uma multidão passando de um lado pro outro. Depois tinha o perigo real de ser atropelado, já que o trânsito é uma zona e a divisão entre as duas mãos da avenida era uma linha! E, em consequência das duas primeiras razões, não dava pra ter a calma necessária pra configurar a câmera direito e “produzir” a foto. Além disso, toda hora passava alguém na frente da câmera e, depois das abordagens na torre Eiffel e na ponte Alexandre III, havia o receio de passar um maluco e sair correndo com todo o equipamento.

Para quem gosta de fotografia:
O ideal seria tirar as fotos em RAW (maior qualidade e liberdade de edição) e nas fotos com pessoas colocar o flash em 2ª cortina, mas eu esqueci!

Como usei tripé, tinha a liberdade de aumentar a exposição o quanto quisesse, assim mantendo o ISO 100 (maior qualidade) e a abertura pequena (maior profundidade de campo). A última foto, por exemplo: 5 seg. f/8 ISO 100 e flash.

Seguindo viagem:
Acabou a saga de Paris, e seis dias foram de bom tamanho, e apesar de desdenharmos um pouco da cidade depois de conhecer os outros lugares (muita marra), voltaria à Cidade Luz com certeza.

À partir daqui começou um trecho um pouco mais puxado de viagem, indo até Strasbourg, no leste da França, seguindo pro sul da Alemanha, até Munique, de onde iríamos pra Londres, a última parada antes da volta. Até!

Europa – dia 05 (Paris)

Quinto dia em Paris. A ideia era visitar a casa e os jardins de Monet em Giverny, e o recepcionista do hotel nos deu toda a orientação de deslocamento. Aliás, isso também era muito bom. Sempre que perguntávamos alguma coisa e o cara do hotel não sabia, ele pesquisava na hora pra dar a informação pra gente, inclusive imprimindo itinerários do Google Maps, se necessário.

O que o funcionário do hotel esqueceu de verificar/dizer foi que essas atrações não estavam mais abertas ao público esse ano, coisa que só descobrimos no guichê da SNCF já na estação de trens, graças à atenção da senhora que nos atendeu. Ela nos devolveu o dinheiro da passagem e ficamos ali, meio sem saber o que fazer do dia. Tentamos até ver nas maquininhas da estação se havia algum outro destino que fosse interessante e não muito longe de Paris, mas nenhum agradou (também pelo horário).

Resolvemos então visitar o Jardim de Luxemburgo, apesar do tempo meio esquisito que tava fazendo (querendo chover). Sem problemas, porque o tempo vivia ficando esquisito e não podíamos nos dar o luxo de ficar esperando céu azul pra fazer alguma coisa. Apesar do frio, gostamos muito do que vimos.

Pra quem estava reclamando de não ver fotos do casal em Lua de Mel 

pista para corrida/caminhada 

placas indicativas… 

err… não sei o que é, mas achei bom de fotografar 

flores de outono 

 muitas crianças, devidamente empacotadas, se divertiam no local

De lá, fomos passar uma chuva (literalmente) num fast food francês pra almoçar e seguimos para o hotel caminhando (um pouco longe, sim), não sem antes dar mais uma passada pelo nosso vizinho, o Louvre, e comprar umas águas a 1 euro que um vendedor ambulante tinha por lá.

 mudança radical de cores, em relação às fotos do começo do post

Com o tempo propício a um bom chocolat chaud e outras atividades próprias de lua de mel, se é que me entendem, terminamos nosso penúltimo dia útil em Paris mais cedo.

Até.