Europa – Índice Alemanha

Füssen

Seguindo a mesma linha do índice França, organizei os posts sobre os lugares que conheci na Aleamanha, pra facilitar a consulta.

Europa – dia 09 (Rothenburg ob der Tauber) – Rothenburg ob der Tauber
Europa – dia 10 (Rota Romântica) – cidadezinhas na rota romântica e Castelo de Neuschwanstein
Europa – dia 11 (Em busca da neve) – Füssen, arredores e neve!
Europa – dia 11/12 (Füssen) – último dia em Füssen
Aguardem o índice Londres!

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Europa – dia 12/13 (Munique)

Saímos de Füssen por volta das 9h da manhã e tínhamos que entregar o carro em Munique às 11h. Com autobahn no caminho e GPS, fica fácil vencer os 130km que separam as duas cidades nesse tempo. Com o dia ensolarado, deu pra curtir um pouco mais as belezas da estrada, que ainda levada o nome de Romantische Straße num trecho cheio de “casinhas de brinquedo”, colinas verdejantes e árvores com folhas naqueles tons de outono que eu já mostrei tanto por aqui. Belo país!

Na chegada em Munique achei o processo de entrega do carro meio estranho. A moça pede a chave do carro, já de tanque cheio, e diz que tá tudo ok. Nenhuma inspeção no carro, nenhum comprovante de entrega pra mim. Confiei e fui embora. De lá pegamos um taxi pro hotel, que deu uma boa passeada antes de chegar no endereço certo (determinadas categorias profissionais são iguais no mundo todo…).

O hotel, apesar de limpo, deixou a desejar pelo preço que cobrou. Foi muito difícil achar um hotel bom, barato e bem localizado, então ficamos só com o bem localizado mesmo. Além disso, um dos funcionários era extremamente rude, provavelmente a pessoa mais rude com quem tivemos de lidar em toda a viagem. Segue o nome como recomendação de NÃO ficar: Hotel Am Sendlinger Tor.

Munique tem muitas atrações, e dizem que vale pelo menos 2 dias inteiros, mas nós tínhamos apenas o resto do dia que chegamos e metade do dia seguinte, porque no final da tarde partiríamos pra última escala da viagem: Londres (de avião). Assim, deixamos nossas malas no hotel e fomos andando até a Marienplatz, o centrão de Munique, onde fica o belo prédio da prefeitura.

prefeitura de Munique
Marienplatz

Munique é bem maior e mais movimentada que as cidades anteriores, e a terceira maior da Alemanha. Como sempre, fomos até um ponto de informações turísticas (na própria Marienplatz) pra pedir sugestões do que fazer no pouco tempo que tínhamos. Mesmo antes de falar com algum funcionário já dá pra ver vários folders com possíveis atrações, e eu logo bati os olhos no da Allianz Arena, estádio do Bayern de Munique e que foi usado na copa de 2006.

Pedimos as direções pra chegar lá de metrô e entramos na estação logo em frente. Pela primeira vez na Alemanha fui surpreendido pela impossibilidade de comunicação em inglês. Ao abordar o funcionário do guichê pra comprar os tickets do metrô recebi um nein, Deutsch na lata. Apanhei um pouco pra máquina de tickets, mesmo com opção de inglês, mas consegui comprar, e lá fomos nós.

Allianz Arena

Allianz Arena
Allianz Arena

O objetivo era fazer um tour guiado pelas dependências da arena, já que não haveria nenhum jogo no período em que estávamos por lá. Pra nossa decepção os tours só aconteceriam se fosse fechado um grupo mínimo de 10 pessoas, e o lugar estava às moscas (se houvesse mosca)! Então ficamos circulando por lá pra ver tudo que fosse possível sem o tour, leia-se um restaurante, loja da lego, lojas de produtos do Bayern e uma faixa de 10 metros do gramado por trás das grades, e aguardando que chegasse mais gente pra completar um grupo. Não rolou.

Haveria muita coisa boa, diria imperdível, pra ver em Munique, como o Deutsches Museun e o Museu da BMW, mas confesso que já estávamos cansados, não só naquele dia, mas um cansaço geral da viagem, então decidimos diminuir o ritmo. Não estávamos a fim de saturar o dia só pela “obrigação de conhecer” um lugar. Não me apedrejem, mas fica pra próxima! Não tenho pena de deixar de visitar uma grande atração do lugar se não estiver a fim.

No dia seguinte também não queríamos ficar com tempo apertado pra chegar ao aeroporto, que é longe pra caramba, e resolvemos apenas caminhar pelo centro até a hora de almoçar e depois ir embora pro hotel pra pegar as malas (o checkout já havia sido feito). Chamava nossa atenção a quantidade de carrões no nosso caminho.

Maserati

Jaguar
Mercedes e Porsches

muitos Porsches

E assim foi terminando nossa jornada no sul da Alemanha. Voltaria mais três vezes, pelo menos, pra ver como fica nas outras estações do ano. Deixou saudades.

Prost!

O próximo post já será sobre Londres. Até

Europa – dia 11/12 (Füssen)

Como o relato do 11º dia na europa ficou um pouco longo, resolvi juntar o resto daquele dia e o seguinte, que foi curto em Füssen, no mesmo post.

Depois daquela aventura na neve demos uma volta rápida por Füssen e paramos finalmente pra comer alguma coisa. Como nem sempre acertamos na comida, acabei tendo que comer um joelho de porco acompanhado de uma bola de não-sei-o-quê esquisitíssima, que não caiu muito bem no final do dia…

nem sempre acertamos na comida

uma boa bier pra acompanhar

lembrando que só bebi quando não dirigi

Depois do almoço demos uma circulada à pé por uma ruazinha simpática de comércio turístico. Confesso que não era muito simpático pra nós o frio de 2,5º que tava fazendo. Acho que assim os comerciantes acabam faturando mais, porque é melhor ficar dentro das lojas.

criança brincando na praça vazia

pequena rua de comércio turístico em Füssen

pequena rua de comércio turístico em Füssen

Depois disso voltamos pro hotel pra descançar e esperar as sessões de massagem que havíamos reservado no spa, em um “momento extravagância” que nos concedemos. Por discrição não tenho fotos do local. Vou ficar devendo também fotos dos lagos próximos, que rendem paisagens espetaculares, mas que não registrei.

o tempo melhorou bastante

olha o sol dando as caras!

O dia seguinte amanheceu muito bonito, e foi uma pena ter que ir cedo pra Munique (horário pra devolver o carro). Partimos, e a estrada com sol era mais bonita ainda. Acho que um dia temos que voltar a essa região na primavera pra ver como fica a paisagem.

O post seguinte já vai ser sobre Munique.
Até.

Europa – dia 11 (Em busca da neve)

Continuávamos em Füssen e, como eu contei no post anterior, um dos nossos principais objetivos na região era ver neve, e isso ainda não tinha acontecido, apesar de estarmos no pé dos alpes. No dia seguinte partiríamos pra Munique de manhã cedo pra entregar o carro, então naquele dia deveria nevar (baita pretensão, hein?).

Apesar de manter baixas as expectativas (ainda era outono), tive o cuidado de estudar, antes da viagem, opções que aumentassem nossas chances de sucesso, e então descobri que estávamos próximos da montanha mais alta da Alemanha, Zugspitze, e de Garmisch-Partenkirchen, uma das cidades prediletas dos alemãs nas férias de inverno e ponto de partida para subidas a estações de esqui e outros esportes de neve, além da própria Zugspitze, de onde se pode ver montanhas da Áustria, Itália e Suiça (fonte)!

Eis o plano: ir de carro para Garmisch, que fica a 61km de distância de Füssen, e de lá subir até Zugspitze de trem, onde certamente haveria neve. Curiosamente, o caminho mais curto e fácil era atravessar para o lado austríaco e depois voltar à Alemanha, como no mapa abaixo.

Na parte de cima a Alemanha, na de baixo, Áustria.

Do janelão da nossa suíte, assim que acordamos, dava pra ver que o topo das montanhas estava com bastante neve (mais que no dia anterior), mas, em Füssen, nada além de mais frio e um certo mau tempo. Tomamos café e partimos no “nosso carrinho” em direção a Garmisch, e pra nossa surpresa a paisagem começou a mudar drásticamente…

ainda em Füssen

… até que eu levo um baita susto, com o grito que a Tati deu. Juro que pensei que ela tinha acabado de ver uma carreta prestes a nos partir em dois. Mas o que ela viu, finalmente, foi neve! E as próximas fotos foi ela mesmo quem tirou, enquanto eu dirigia (a foto acima também).

na estrada, paisagem começando a mudar

gelo!

Toda a viagem tinha sido mais do que ótima até então, mas naquele momento concordamos que aquilo era o auge dessa jornada, a realização de um sonho antigo dos dois. À medida que nos aproximávamos de Garmisch a paisagem ia ficando mais branca e a temperatura caindo, até que de repente começou a mudar tudo de novo, e quando chegamos lá não tinha mais neve! Havia algum gelo acumulado nos telhados de algumas casas e carros, mas nem chegava perto daquele climão de inverno pelo qual tínhamos acabado de passar.

ainda ia cair mais um pouquinho

Fomos até um posto de informações turísticas pra saber como subir até Zugspitze, e pra completar a decepção a senhora que nos atendeu informou que hoje estava tudo fechado por causa da nevasca e visibilidade zero no pico. Simplesmente não dava pra subir.

Não tivemos dúvida. Entramos no carro e pegamos a estrada de volta a Füssen, mas a ideia agora era parar numa daquelas cidadezinhas cobertas de neve que vimos no caminho, pra enfim descer do carro e fazer tudo o que um matuto que nunca viu neve tem direito 😀

zero grau é tranquilo, chato é o vento!

A gente nem sabia em que cidade tava (procurei no google maps depois, e é Ehrwald, o ponto B no mapa do início), apenas que tava na Áustria (a única indicação é uma plaquinha na estrada) em alguma cidadezinha pacata e de quase nenhum movimento, ideal pra curtir aquele momento sem ninguém pra recriminar.

Depois de algum tempo resolvemos ir embora (pra Füssen), mas ainda demos uma última parada no caminho, porque começou a nevar bastante e eu queria registrar.

agora sim, neve!

a Tati, que não é boba, ficou lá dentro

Como eu já tava meio que congelando e a câmera também não é à prova d’água (neve é água), tratei de correr pro carro e, agora sim, voltar pro hotel. Isso tudo foi só a manhã daquele dia, mas como esse post já está longo demais (pelo menos em fotos), vou deixar pra falar do resto do tempo passado em Füssen pro próximo.

Até.

Europa – dia 10 (Rota Romântica)

Saímos de Rothenburg o.d.T e nossa próxima hospedagem estava reservada em Füssen, última cidade da Rota Romântica, que pretendíamos passar o dia conhecendo, de carro. Antes disso, compramos um guia da Rota com informações de todas as 27 cidades que fazem parte dela, mas já sabendo que escolheríamos apenas uma fração disso pra conhecer durante esse dia. Todo o trajeto (à partir de onde começamos) tem cerca de 280km, e se alguma coisa nos interessasse muito poderíamos voltar no dia seguinte.

mesmo com mau tempo, um espetáculo

Eu já mencionei que as estradas alemãs são espetaculares? Elas são. As autobahn realmente não têm limite de velocidade para carros, e os caminhões andam todos rigorosamente na faixa da direita, respeitando seu limite, coisa que eu gostei muito. Eu esperava ver um desfile de carrões esportivos em alta velocidade, e embora porsches, audis e bmw’s façam parte da “fauna” local, não vi muitos não (exceto em Munique, aguarde post). Mas era ultrapassado o tempo todo, mesmo estando a 120, depois 140 e 160km/h. Sempre vinha um mais rápido. E é possível andar com uma velocidade muito alta sem colocar ninguém em risco, pode acreditar (e com chuva).

Mas nem todas as estradas alemãs são autobahn, e a estrada da Rota Romântica não era uma delas e tinha limite de velocidade (100km/h). Vale a pena andar mais devagar nela, porque é muito bonita, e tem vários acostamentos onde se pode parar o carro pra fotografar os vilarejos e cidadelas próximas. O mau tempo, e a falta de tempo, só nos deixou parar em algumas cidades escolhidas previamente: Dinkelsbühl, Nördlingen e Augsburg.

cidades na Rota Romântica da Alemanha
cidades na Rota Romântica da Alemanha

cidades na Rota Romântica da Alemanha

Não sei se porque era um domingo e hora de almoço, mas as cidades estavam vazias, e nossas paradas acabaram sendo bem rápidas. Decidimos então que o tempo seria melhor aproveitado se chegássemos em Füssen antes de anoitecer, e assim visitaríamos o Castelo de Neuschwanstein. Pé na tábua, e o momento em que avistamos os alpes (Füssen fica ao pé deles), ainda na estrada, foi especial.

Castelo de Neuschwanstein

Chegamos antes de anoitecer, mas não à tempo de visitar o interior do castelo. Sem problemas, subimos de charrete a estrada que leva ao castelo, e ainda tiramos algumas fotos antes de sentir alguma falta de ar (pela altitude, acredito) e ficar tudo um breu. O legal é que o cara da charrete deixou a gente lá em cima e foi embora, e nunca mais voltou. Tivemos que descer à pé no escuro, mas felizmente tinha muita gente fazendo o mesmo.

 caminho para o Castelo de Neuschwanstein

 vista à partir do Castelo de Neuschwanstein

 Castelo de Neuschwanstein

Castelo Hohenschwangau, o primo menos famoso do Neuschwanstein

De lá partimos pra fazer o check-in no hotel de Füssen, o Luitpoldpark Hotel, um dos melhores que reservei na viagem, afinal previa que estaríamos cansados depois de tantos dias longe de casa (o hotel era também um spa!). Na época em que fiz a reserva, enviei uma observação pedindo “cama de casal (double bed) em vez de duas camas de solteiro, já que éramos um casal em lua de mel”. Já percebeu a malícia do pedido? Se não colasse, tudo bem… mas nos deram upgrade pra suíte honey moon!

Apesar da decoração de gosto muuuuito duvidoso, tinha pelo menos o triplo do tamanho do quarto de Paris (e banheira), e ganhei muitos pontos com a Tati. Mas não fique você achando que isso dá certo o tempo todo. Já tinha tentado a mesma tática em Paris e não rolou.

o importante é o conforto, certo?

plaquinha na nossa porta 

Além de fazer a Rota Romântica, tínhamos um outro objetivo indo pra Füssen e sua proximidade com os alpes alemães: ver neve! Como não havia nenhuma garantia de que ia nevar na época da nossa viagem (outono) tratamos de diminuir as expectativas, mas ficamos acompanhando a previsão do tempo sempre que possível. Nesse momento fazia cerca de 3º em Füssen, e caindo, então o dia seguinte prometia… e eu conto no próximo post.