Europa – dia 14 – Bate-volta a Genebra

Nosso terceiro dia na Suíça francesa, terceira cidade pra conhecer. As opiniões que li sobre Genebra antes da viagem diminuíram bastante minha expectativa. Em resumo, eu li que era cara, sem graça e sem identidade suíça. Ok, “cara” é o sobrenome de cada cidade suíça, mas o que pra uns é falta de identidade pode ser encarado como cosmopolita – e eu sempre acho isso bom – e com o sol que tava fazendo ia ser bem difícil eu achar uma cidade sem graça naquele invernão impiedoso.

Quarenta e cinco minutos depois de pegar o trem em Lausanne, desembarcávamos na maior cidade da parte francesa da Suíça. A primeira característica que nos chamou a atenção foi o fato de que as montanhas eram mais próximas (e mais nevadas) do que em Lausanne e Montreux (descontada a falta de visibilidade nessas duas últimas), e essa moldura era muito legal de ver. Tava sol, e isso era o máximo, mas ainda assim frio bagarai.

jato d'eau Genebra
jato d’eau, cartão-postal de Genebra

Agasalhados até os dentes saímos da estação em direção à famosa “rua dos relógios”, uma sequência matadora de vitrines com produtos tão sofisticados que Rolex era o “varejo” (ok, talvez nem tanto). No caminho atravessamos a Pont du Mont-Blanc, de onde se tem uma bela vista do lago e do jato d’eau, “cartão-postal” da cidade. Vá lá, menos bobo do que imaginei. Dá um visual legal.

A rua dos relógios dá uma boa medida do quão endinheirada é Genebra. Os preços altos, a Ferrari que passava e a Lotus (linda) estacionada davam a dica :-). Comecei a me preocupar com o almoço (acabamos no McDonalds mesmo). Antes, porém, demos uma volta pelas charmosas ruas do centro, acompanhando a harmonia entre carros, ônibus e trams, tudo engrenado perfeitamente como um belo relógio suíço.

Genebra
Genebra
Genebra
família contemplando o lago em Genebra
Genebra
Genebra
ruas de Genebra
ruas de Genebra
Louis Vuitton Lotus Omega
Louis Vuitton, Lotus, Omega…

Genebra
ruas de Genebra

O próximo ponto do nosso pequeno roteiro era a sede da ONU, pra onde fomos de ônibus (tudo incluso no Swiss Pass, lembra dele?). Chegando lá, infelizmente, o prédio estava fechado (não funciona aos sábados) e apenas tiramos as fotos protocolares da famosa cadeira de três pernas, uma escultura gigante de madeira em frente ao prédio da entidade, que simboliza os danos causados por minas terrestres (por isso a quarta perna despedaçada).

ONU
ONU
ONU
ONU

Sem mais nada pra fazer lá, seguimos para o próximo ponto do roteiro, meca de nerds e simpatizantes: o CERN – Organização Europeia para Pesquisa Nuclear! Casa do famoso LHC, um “pequeno” acelerador de partículas de 27 km de circunferência, que atualmente consome boa parte das atividades do local.

Chegando lá, fomos direto para a exposição, gratuita, “Universe of Particles”, que fica no térreo do centro de conferências Globe of Science and Inovation, e que explica os conceitos básicos envolvidos nas pesquisas realizadas no CERN. É um espaço realmente muito bacana, e dependendo do seu gosto por assuntos nerds (oi!), você pode ficar uma boa tarde ali.

Aliás, você só está lendo esse texto na internet hoje porque em 1989 foi iniciado um projeto no CERN que tornou isso possível, chamado… World Wide Web. E o computador usado como primeiro servidor web da história está exposto lá, na Universe of Particles! Monalisa: checked; Davi de Michelangelo: checked; Última Ceia: checked; Primeiro web-server da história: checked! 😀

CERN
CERN
Universe of Particles - CERN
entrada da exposição Universe of Particles – CERN
Universe of Particles - CERN
Universe of Particles – CERN

Universe of Particles - CERN
Universe of Particles – CERN

Saímos de lá já umas 4 da tarde, e eu ainda vi um grupo organizado entrando no prédio, possivelmente pra uma visita guiada nas instalações internas do CERN, o que deve ser o máximo, mas para nós não havia mais tempo e resolvemos voltar para a estação central, e então seguir para Lausanne. No primeiro trajeto acompanhados de alguns moradores voltando do trabalho e muitos jovens voltando do colégio, e eu acho sempre muito legal acompanhar um pouco da rotina dos moradores, de preferência no meio de transporte que eles utilizam no dia-a-dia.

Genebra
Genebra
Genebra
Genebra

Chegamos em Lausanne já à noite, e se continuava muito frio, pelo menos não chovia e pudemos fazer uma boa caminhada pela cidade até o nosso hotel, já nos despedindo da cidade e da Suíça francesa (partimos para Interlaken no dia seguinte). Só que nossa noite de sábado ainda nos reservava uma última aventura, que eu conto no próximo post.

Até.

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2 comentários sobre “Europa – dia 14 – Bate-volta a Genebra

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