Europa – dia 12 – Lausanne

Previously, on “Europa – dia 11“:

Pegamos o vôo em Veneza às 16:30h e chegamos já anoitecendo em Genebra, com aquela visão espetacular dos alpes que mostrei no final do post anterior. No entanto, nossa base na Suíça francesa era Lausanne, a cerca de 45 minutos do aeroporto de Genebra (existem trens a todo momento), e o plano original de viagem era comprar esses tickets avulsos para Lausanne, e também o Swiss Pass de 8 dias, mas pra começar a valer só dois dias depois.

Abre parênteses. O Swiss Pass é um passe que dá direito a viagens ilimitadas de trem, ônibus e até barco em quase todo o país, durante 4, 8, 15, 22 ou 30 dias consecutivos. Existem outros passes diferentes, que dão apenas descontos ou que podem ser usados em dias alternados, mas o ideal pra gente era o Swiss Pass tradicional. Mais detalhes sobre os outros passes podem ser lidos na página deles. Fecha parênteses.

Ainda no Brasil fiz todas as contas de quantas seriam e quanto custariam as viagens avulsas e qual seria a estratégia de passe mais vantajosa, e cheguei àquela conclusão de que começaria a usar o passe apenas depois de dois dias no país. Acontece que, já no guichê da SBB (a empresa de transporte deles), descobri que o trecho Genebra-Lausanne era bem mais caro do que tinha pesquisado no Brasil. Surpreso com aquilo, cansado da viagem e pressionado (inclusive verbalmente) pela grande fila que se formava atrás de mim (sim, só tinha um guichê atentendo. É, na Suíça), acabei resolvendo no último momento começar a usar o Swiss Pass imediatamente, pra não ter que pagar aquele passagem avulsa mais cara.

Depois descobri que todos os preços de passagem de trem que tinha pesquisado no Brasil eram tarifas com descontos que eu não teria direito, e na prática os preços eram todos o dobro, e a decisão equivocada em relação ao uso do passe nos custou uns 200 francos a mais no orçamento total. Você ainda vai ler mimimi meu por causa disso no decorrer da viagem…

Enfim, chegamos em Lausanne e, ainda um pouco desnorteados (e sem internet no celular pra ajudar), pegamos um táxi para o hotel, o Ibis mais caro de nossas vidas (bem-vindo à Suíça!). Esse táxi também foi o único que pegamos no país porque, advinha, foi bem caro, mas também porque o sistema de transporte da Suíça é uma das coisas mais lindas que existem (vou falar muito disso ainda).

Mas isso foi o dia 11. De volta ao dia 12 dessa eurotrip, que começou diferente de todos os outros…

…Amor… amor, sussurrei no ouvido dela. Ela não gosta muito de ser acordada, sobretudo nas férias. Fui até a janela, abri a persiana, e falei as palavras mágicas: amor, “acho” que tá nevando lá fora. 😀

Lausanne
Vista do nosso quarto, mas já sem neve.


Num milésimo de segundo ela já estava de pé ao meu lado e ficamos uns dois minutos olhando pela janela.

Nos arrumamos pra sair, mas era tanta roupa pra colocar que, quando descemos, já tava quase tudo terminando. Foi neve bem fraquinha, só de boas vindas pra brasileiro sem costume. E como nem tava tão frio assim (1 grauzinho), só restou mesmo o chão molhado e escorregadio, e meu tênis só durou uns 20 minutos na rua, porque já tinha meio que arrebentado em Milão, e agora tinha entrado aquela água beeeeem gelada e comprometido meu aquecimento. Voltamos pro hotel.

Troquei de calçado e então fomos dar uma volta pelo centro velho de Lausanne. Seguimos por ruas estreitas, subidas e descidas, até chegarmos a catedral, tudo perfeitinho e limpo. Bem o que se espera das cidades suíças. Impecável.

Lausanne

Neve em Lausanne
Só os telhados e gramados ainda tinham um pouco de neve

Lausanne

centro Lausanne
Centro de Lausanne

Pinte Besson Lausanne
Pinte Besson, bistrô mais antigo de Lausanne

Catedral de Lausanne
Catedral de Lausanne

De lá pegamos o metrô até a parte baixa, pra ver o lago. A lei diz que toda cidade Suíça deve estar às margens de um rio ou lago, ou os dois. O lago, nesse caso, é o mesmo que serve a Genebra e Montreux, o Lago Geneva (ou Lago Léman, na parte que pertence à França). É bonito, mas o tempo tava tão feio que teve horas que o cenário tava mais para “desolador” do que pra “beira de lago com montanhas ao fundo”, até porque não dava pra ver montanha nenhuma. Tava tudo encoberto.

Lausanne

Lausanne

Lausanne

Chateau d'Ouchy Lausanne
Chateau d’Ouchy

Pra piorar, começamos a sofrer um pouco com o frio, porque não estávamos corretamente vestidos (haverá um post muito útil sobre isso), e o Musée de l’Elysée, de fotografia, que eu queria visitar, tava fechado, assim como o Museu Olímpico, que estava em reforma. Só nos restou tomar um chocolat chaud e pegar o metrô de volta pro hotel (que nessa região tava mais para funicular, de tão inclinado).

Só demos as caras na rua novamente à noite, pra lanchar e dormir. A desvantagem de viajar no invernão é que às vezes os dias são mal aproveitados (pelo menos turisticamente falando), mas ainda teríamos três dias na região pra conhecer mais coisas.

Bom, foi só isso. No dia seguinte fomos para a famosa Montreux. Conto no próximo post.
À bientôt.

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