Europa – dia 11 – Bate-volta a Murano

Na nossa primeira manhã em Veneza, a recepção do hotel nos ofereceu um passeio gratuito até Murano, uma ação promocional das galerias de lá para que as pessoas conheçam o processo de fabricação dos famosos vidros de Murano, e também uma forma de combater os “chinos” que vendem réplicas por uma fração do preço e estão “matando” os mestres locais.

Como nosso vôo para Genebra era apenas às 4 da tarde, resolvemos fazer o passeio, e um barco nos apanhou antes das 9 da manhã com destino a Murano, uma ilha a cerda de 2km de Veneza famosa justamente pelo chamado “Murano glass” produzido lá desde o século X!

Murano
A caminho de Murano


Depois de uns 20 minutos de “estrada” desembarcamos em frente a um pequeno ateliê, e um elegante senhor de terno nos aguardava para ser nosso guia. Éramos 4, um casal brasileiro e um casal canadense, e então nosso guia dava as explicações em inglês e francês (só pra se exibir), enquanto uma pequena equipe (um mestre e dois assistentes) fabricava um vaso na nossa frente.

Esse momento não dura muito, e o senhor de terno finalmente nos chama para segui-lo para o que realmente lhe interessa: a galeria repleta de obras à venda. Fiquei até com pena de ver o esforço dele em me convencer a comprar uma escultura de 8 mil euros. Mas já incluso o transporte e o seguro até o Brasil, dizia ele. E depois falava baixinho que poderia me vender por apenas 5 mil (porque eu sou especial).

A caminho de Murano
A caminho de Murano
A caminho de Murano
A caminho de Murano
Fábrica em Murano
Fábrica em Murano
Fábrica em Murano
Fabricando um legítimo Murano glass
Fábrica em Murano
Fabricando um legítimo Murano glass

Depois de passar por várias dessas salas com obras belíssimas (e caríssimas, alguns lustres custavam 40 mil euros), ele nos deixou numa lojinha com vários itens mais “pagáveis”. Olha, esse tá só 150 euros, que barato! Entendi a jogada…

A princípio teríamos transporte de volta também, mas não sabíamos que horas seria isso e então pegamos um vaporeto (tipo o ônibus aquático de Veneza) de volta pro hotel. Fizemos nosso check-out, deixamos as bagagens na recepção e fomos almoçar.

Murano
Murano
Murano
Murano

Para o aeroporto de Veneza, o Marco Polo (não, não é dentro d’água), fomos de aerobus, cujos horários de circulação pegamos no hotel mesmo (acho que sai de meia em meia hora), é muito simples de comprar no terminal rodoviário, e o trajeto dura uns 40 minutos.

Era o fim da nossa jornada na Itália. Ver o original da Última Ceia em Milão, o Davi de Michelangelo e toda a atmosfera de Florença, e por fim a singularidade de Veneza são coisas que ficarão na memória e não têm preço. Estávamos satisfeitos, mas eu tinha uma enorme expectativa sobre os próximos 12 dias: Suíça! Apesar de tudo o que conhecemos, minha impressão era a de que o melhor ainda estava por vir.

Se você leu alguns dos posts anteriores, deve saber que fizemos essa viagem no inverno, e uma das nossas principais expectativas ainda não tinha sido satisfeita: ver Neve. Muitos dias de tempo feio, poucos de sol, e nenhum de neve, apesar de a previsão sempre “ameaçar” com essa possibilidade. Era mais ou menos o que passava pela minha cabeça quando fomos saudados pela Suíça desse jeito:

Alpes Suíços
Alpes Suíços

Alpes Suíços
Alpes Suíços
Alpes Suíços - chegando em Genebra
Alpes Suíços – chegando em Genebra

Sim, o melhor ainda estava por vir.

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