Europa – dia 05 – Último dia, e Última Ceia, em Milão

Depois de 3 dias de muito frio e tempo feio, finalmente acordamos com um belo dia de sol em Milão (eu não disse calor). Ainda assim, pra variar, ficamos enrolando pra sair do hotel quase direto pro almoço, que eu tinha planejado que fosse no Eataly, já que não fomos no de Nova York.

Como o Eataly de Milão não fica próximo de nenhuma estação de metrô, decidimos ir de novo para a região do Duomo e ver como era tudo aquilo de dia e com sol. Aproveitamos pra passar novamente pela Galleria Vittorio Emanuele e pela praça do famoso teatro alla Scala, que certamente não é famoso por sua aparência externa (nada de mais), mas sim pelos espetáculos que recebe e por seu interior luxuoso, que não conhecemos.

Piazza Del Duomo Milao
Piazza del Duomo

Piazza Del Duomo Milao
Piazza Del Duomo
Piazza Del Duomo Milao
Piazza Del Duomo
Piazza Del Duomo Milao
Piazza Del Duomo
Galeria Vittorio Emanuele
Galeria Vittorio Emanuele
Galeria Vittorio Emanuele
Galeria Vittorio Emanuele
Galeria Vittorio Emanuele
Galeria Vittorio Emanuele
Teatro alla Scala
Teatro alla Scala

Depois disso continuamos nossa caminhada até o quadrilátero d’oro, que é um conjunto de ruas que concentra algumas das lojas mais luxuosas da Europa. Evidentemente, no nosso caso, era só pra fazer window shopping mesmo, porque nossa grana não dava nem pra comprar um chaveiro naquele lugar, mas era divertido observar as pessoas que realmente compravam alguma coisa ali.

Depois de caminhar um montão, finalmente encontramos o bendito Eataly. O que eu não sabia era que, diferente do de NYC, o de Milão era apenas uma lojinha no subsolo de uma grande loja de departamentos. Pior, nem estavam servindo massas naquele dia. Puta viagem perdida! Pelo menos demos de cara com uma loja da Ferrari pelo caminho…

Loja Ferrari Milao
Loja da Ferrari
Loja Ferrari Milao
Ferrari para locação
Loja Ferrari Milao
Loja da Ferrari

Voltamos para a praça do Duomo e arrumamos um lugar por lá mesmo pra almoçar (já bem tarde pra isso). Ficamos ainda um tempo explorando (ou esgotando) a região, até chegar o horário marcado que tínhamos pra ver a que foi, na minha opinião, a atração mais legal de Milão: A Última Ceia de Leonardo Da Vinci.

Ignorante das artes que sou, ficava imaginando o porquê de tanta frescura em torno dessa obra. Os ingressos são postos à venda com cerca de 2 meses de antecedência pela internet e se esgotam rapidamente, então nem pense em arriscar pra comprar na hora, porque raramente tem (em caso de desistência). Além disso, esse ingresso dá direito a entrar no salão onde fica a obra com outras 24 pessoas, durante apenas 15 minutos. Não pode foto, não pode vídeo, acho que não pode nem espirrar!

Todo esse cuidado, descobri, é para manter a conservação desse afresco que já está bastante deteriorado e pode nem mais existir daqui a alguns anos! Por causa da técnica empregada por Da Vinci nessa pintura, poucos anos depois de entregue a obra já começava a se deteriorar, e de lá pra cá tem dado muito trabalho para mantê-la “viva”.

Antes de entrar na sala, é possível ler sobre a história da pintura ao longo dos séculos. Da transformação em estábulo e vandalização após a invasão de Napoleão ao bombardeio na segunda guerra mundial, que destruiu quase tudo no local, a gente começa a ficar impressionado de aquilo ainda existir, e começa a achar importante mesmo.

Quando chega o horário de entrar, essa entrada é feita em fases, fechando uma porta antes de abrir a seguinte, tudo automático. Só faltou nos mandarem vestir trajes anti-contaminação e lançarem jatos desinfetantes nas nossas roupas. Depois de ler a história e de toda essa cerimônia pra entrar, dá um frio na barriga e até uma certa emoção. Eu me senti privilegiado por poder ver o original da obra mais reproduzida no mundo inteiro. Um original que pode estar com os dias contados.

Última Ceia. Foto copiada de: http://viajecomigoamigo.blogspot.com.br/2010/05/cenacolo-vinciano-em-milao.html

Dentro da sala, bem espaçosa, existem alguns bancos de igreja em frente a Última Ceia, e várias pessoas aproveitam pra fazer uma oração. Do lado oposto ao afresco famoso existe uma outra bela pintura, da crucificação de Cristo, cujo autor não lembro, e que ninguém dá bola, apesar de muito melhor conservada (é tipo a pintura gigante que fica atrás da Monalisa no Louvre e ninguém olha).

Terminados os 15 minutos da visita, somos informados (com a habitual “gentileza” italiana) que devemos deixar o local. No caminho de saída há ainda uma lojinha com vários itens relacionados a Última Ceia e a Leonardo da Vinci, mas eu não curto muito essas coisas não.

No final fiquei muito satisfeito de ter essa oportunidade, porque pra quem não é ligado ao mundo das artes aquilo ali é praticamente um tesouro escondido. Ou você sabia que a Última Ceia era uma pintura feita numa parede de um convento em Milão (e não em Roma, Florença ou Paris)?

No dia seguinte partimos para Florença, mas isso eu conto nos próximos posts.
Até.

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2 comentários sobre “Europa – dia 05 – Último dia, e Última Ceia, em Milão

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