Europa – Dia 01 – Lisboa

Depois de longo e rigoroso inverno, LITERALMENTE, eis que volto aqui pra tentar recuperar o ritmo perdido e contar como foi a mais recente aventura pelo velho continente. Calma, que tem um monte de foto também (e eu dei uma adaptada no layout do blog pra elas ficarem ainda maiores), logo abaixo desses parágrafos “introdutórios”. Pois bem…

A despeito das razões econômicas, sempre achei uma sacanagem um cidadão que mora em Fortaleza ter que ir até São Paulo pra pegar um outro avião (4 horas depois) que vai fazer todo o caminho de volta pra depois ir pra Europa ou Estados Unidos. Felizmente, ainda que lentamente, esse panorama está mudando e um dia, sonho meu, teremos uma grande variedade de voos diretos daqui para o mundo civilizado em crise (falarei mais sobre os reflexos dessa pindaíba no futuro).

Isso tudo só pra dizer, e comemorar, que dessa vez fui pra Europa de TAP num voo direto com apenas 7:30h de duração. Chupa eixo Rio-SP! Tá certo que é pra desembarcar em Lisboa, o que lhe custará mais uma conexão se o destino for a Europa de verdade*, mas pelo menos você já estará do outro lado do Atlântico e pode aproveitar para conhecer a simpática capital lusitana. Foi o que fizemos, depois de escolher uma conexão propositadamente longa (22 horas).


Depois de uma noite de viagem na classe econômica de um A330 da TAP, chegamos em Lisboa cerca de 10 da manhã. Como nosso destino final era Milão, nossas malas foram direto pra lá e ficamos apenas com a bagagem de mão, que deixamos num hotel estrategicamente ao lado do aeroporto (ok, nem tanto).

Só recomendo que alguém se hospede assim perto do aeroporto no caso de ter que pegar um voo no dia seguinte bem cedo, porque a região não tem nada de atraente, mas nossa decisão era consciente (o voo seguinte partiria às 7:30h). O taxi para o hotel, Holiday Inn Express Aeroporto, custou apenas 5 euros, e devo dizer que achamos o quarto confortável, amplo e limpo.

Esquecemos o cansaço, jogamos uma água na cara pegamos outro táxi para o centro da cidade. Era um belo dia de sol no inverno de 15 graus de Lisboa, e o taxista, muito simpático, falava pelos cotovelos, e nós, ainda chaveando para o esquisito idioma p’rtuguês de purtgall, entendíamos nem metade do que o gajo falava. Ele nos deixou bem perto do Castelo de São Jorge, primeira parada do nosso roteiro.

vista lisboa castelo sao jorge
Vista de Lisboa
Janela Lisboa

O Castelo de São Jorge fica em cima de uma das 7 colinas entre as quais nasceu a cidade de Lisboa, e por esse motivo serve como excelente mirante (miradouro, na língua deles). Infelizmente, por causa da nossa pouca tolerância a filas, nem chegamos a entrar na área do Castelo (custa uns 8 euros), mas de qualquer forma serviu como ponto de partida do nosso roteiro. Demos uma olhada nas lojinhas de vinho do porto e souvenirs e caminhamos um pouco pelas ladeiras do bairro Alfama, parando no miradouro Santa Luzia, de onde pudemos ter, agora sim, uma bela vista da cidade.

Vista Miradouro Santa Luzia
Vista do miradouro de Santa Luzia

Vista Miradouro Santa Luzia
Vista do miradouro de Santa Luzia

Depois de um tempinho tirando fotos, pegamos o famoso Elétrico 28, que é um daqueles icônicos bondinhos antigos de Lisboa. O 28 foi descendo vagarosamente as ruazinhas até chegar no centrão da cidade, próximo à Praça do Comércio. Como era domingo, não havia muito movimento, mas algumas lojas estavam abertas. Nosso roteiro mandava ir ao elevador de Santa Justa (mais um miradouro) e depois almoçar no Restaurante Sacramento, mas a fome chegou antes e decidimos comer por ali mesmo na Praça do Comércio, o que não se revelou uma boa escolha: comida esquisita e cara (para padrões lisboetas). Quando você for, tente fazer o que não fizemos, que parece uma boa idéia.

bonde elétrico lisboa
Bondinho elétrico

Bonde elétrico Lisboa
Bondinho elétrico

Centro Lisboa
Centro de Lisboa

Praça Comércio Lisboa
Praça do Comércio

Dado o adiantado da hora, cortamos o Santa Justa do roteiro e pegamos o bonde 15 para Belém, pra tomar um açaí e comer um pato no tucupi pra ver o Mosteiro dos Jerônimos, o Padrão dos Descobrimentos e comer os famosos pastéis de Belém (que realmente são muito bons!). O trajeto dura uns 20 minutos e tem sempre muita gente indo pra lá. A essa altura era tanto sol que chegava a fazer calor em pleno inverno “europeu”, e então ficamos um tempo na beira do rio Tejo, ao lado do monumento do Padrão dos Descobrimentos, admirando a paisagem até que o cansaço da viagem começou a bater.

Mosteiro Jerônimos Lisboa
Mosteiro dos Jerônimos

Padrão Descobrimentos Lisboa
Padrão dos Descobrimentos

Padrão Descobrimentos Lisboa
Padrão dos Descobrimentos

Rio Tejo Lisboa
Rio Tejo

E o cansaço veio tão de repente que até esquecemos de visitar a Torre de Belém, ali do lado! Além disso, tinha programado atravessar o Tejo pra ver o por-do-sol em Cacilhas, com vista para o skyline de Lisboa. Fica para a próxima conexão, e fica a sugestão pra quem for. Em vez disso pegamos um bonde, depois um metrô até o aeroporto (tínhamos um lisboa card) e por fim um táxi para o hotel, exaustos.

O que eu achei de Lisboa e do nosso país irmão (se por irmão você entende: alguém que te explorou e escravizou por mais de 300 anos)? É interessante, e é curioso ver como a gente herdou algumas coisas deles (nem sempre boas), e Lisboa é uma cidade que tem lá seus encantos e talvez merecesse mais um dia, pra um reconhecimento mais calmo, e pra se ter tempo de fazer algum bate-volta (Sintra ou Cascais, por exemplo).

Enfim, até gostei, mas já tava na hora de ir pra Europa*!
Seguimos então pra Milão, e eu começo a contar sobre isso no próximo post.
Até.

* Não me julgue tanto assim quando eu brinco que Portugal não é Europa de verdade. Lendo os jornais de lá pude ver que eles mesmos têm essa “crise de identidade”, por assim dizer, e ficam se perguntando e/ou esperando pelo dia em que se sentirão realmente/novamente parte da Europa (ou União Européia, pra ser mais preciso). Não é só preconceito meu!

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7 comentários sobre “Europa – Dia 01 – Lisboa

  1. Anônimo disse:

    Os portugueses não têm “crises de identidade” relativamente a pertencerem ou não à Europa, apenas se individualizam como país. Quando o senhor quiser fazer esse tipo de comentários, pense como seria absurdo um português dizer que vai à “América de verdade” estando ele no Brasil e referindo-se à Venezuela. Aproveito também para lhe sugerir uma passagem pela cidade do Porto numa próxima visita a Portugal, Portugal não é só Lisboa, aliás, é um país com uma diversidade cultural estupenda para o tamanho que tem. A propósito, o nome da cidade é Cascais.

  2. Ronaldo Giusti disse:

    Respeito sua opinião, mas mantenho a minha impressão de quem ficou apenas 22 horas em Lisboa.

    Como eu já havia dito, eram os próprios jornais portugueses traziam, na época em que estive lá, esse questionamento de quando Portugal voltaria a fazer parte da Europa. Coloquei o termo crise de identidade entre aspas de propósito, inclusive. O país estava/está numa pindaíba horrível e a culpa certamente não é minha.

    Será que é tão absurdo assim alguém vir para o Brasil e depois dizer que vai à América de verdade? Talvez não se referindo à Venezuela, mas certamente muitos já disseram se referindo aos Estados Unidos. E talvez eu fique tão aborrecido quanto você ao ouvir/ler isso, mas é a opinião de cada um…

    Tenho vontade de conhecer a cidade do Porto e alguns outros lugares belíssimos que vi apenas em fotos. Um dia, quem sabe.

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