Rio Grande do Norte – parte 3

Último dia útil no Rio Grande do Norte, nosso destino era Maracajaú, 65km ao norte de Natal. O meu objetivo era fazer o passeio de barco até os parrachos (corais), que ficam a 7km de distância da costa. Esse passeio não tava incluso no pacote e, ao que parece, pouca gente na excursão sequer sabia dessa possibilidade.

Mas, antes disso, paramos nas dunas de Genipabu (ou Jenipabu) por sugestão do guia, dessa vez acertada. Não que desse tempo de fazer alguma coisa, mas serviu pra “ticar” o lugar.

Dromedários “típicos” de Genipabu

Desde o dia anterior eu enchia o saco do guia da excursão pra saber sobre o passeio de Maracajaú, como reservar e quanto custava. Depois de passar o dia enrolando pra dar as informações, o cara veio dizer que já não havia mais vaga pro dia que iríamos. Fiquei muito puto com aquilo, porque pra mim seria o ponto alto da viagem, e além disso a praia de lá não teria nada de mais pra fazer além desse passeio.

Os parrachos de Maracajaú, de fato, são uma área de preservação ambiental, e existe um número máximo de pessoas que pode visitar o local por dia, fiscalizados pela Marinha e Ibama. Quando finalmente chegamos à praia e ao restaurante no qual íamos almoçar, comecei a tentar uma vaguinha num dos barcos, sem sucesso. Todos diziam que tava lotado e que dificilmente alguém desistiria. Assim mesmo combinei um preço e pedi que me avisassem na mesa caso surgisse uma vaga.

Sempre tem alguém (geralmente alguma) que desiste de ir quando descobre que são 7km mar adentro. Dito e feito, em cima da hora dois barcos diferentes nos ofereceram vagas, a 80 reais por cabeça. Além de mim e da Tati, havia dois casais na mesma mesa interessados em ir, mas não havia vagas para todos. Então eles abriram mão de ir e ainda nos emprestaram 100 reais, porque ninguém aceitava cartão e eu não tinha grana! Valeu Jenner, te devemos essa!

Passamos na mesa do guia pra avisar que conseguimos o passeio, num tom “apesar de você…”, e que ele deveria nos esperar pra ir embora. E partimos!

Os parrachos ficam muito além desse pequeno farol

Chegando aos parrachos, um mergulhador explica como usar o snorkel, incluso no preço, e informa que podemos fazer um mergulho com cilindro, pagando 100 reais a mais (não fizemos). A profundidade onde estávamos era de cerca de 2 metros, e havia vários outros barcos ao redor. Havia também um fotógrafo com câmera subaquática no local, cobrando 10 reais pela primeira e 5 pelas demais fotos que tirasse, que seriam entregues num DVD.

As fotos que tirei não refletem a beleza do lugar, principalmente quando você coloca o snorkel e mete a cara na água, e vê um monte de coisa acontecendo lá embaixo!

a “turminha” da CVC, farofando até área de proteção ambiental

O passeio dura cerca de 3 horas, e quando voltamos à praia nosso grupo já estava no ônibus esperando. O que será que eles ficaram nesse tempo? Certamente almoçaram, o que não fizemos, porque não deu tempo. Infelizmente também não deu tempo de pegar as fotos feitas debaixo d’água, o que é realmente uma pena.

Saímos de lá com a sensação de missão cumprida (e com muita fome). Até dispensamos o passeio até a tal rua do Salsa e apenas fomos jantar no Farofa D’água, que oferece traslado gratuito. No dia seguinte almoçamos no Mangai, pra onde vão todos os turistas. As filas são gigantes, mas a comida é muito boa e variada. De lá, fizemos nosso caminho de volta pra Fortaleza e… é um K, é um B, é um Ôce: Kbôce!

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