Europa – dia 11 (Em busca da neve)

Continuávamos em Füssen e, como eu contei no post anterior, um dos nossos principais objetivos na região era ver neve, e isso ainda não tinha acontecido, apesar de estarmos no pé dos alpes. No dia seguinte partiríamos pra Munique de manhã cedo pra entregar o carro, então naquele dia deveria nevar (baita pretensão, hein?).

Apesar de manter baixas as expectativas (ainda era outono), tive o cuidado de estudar, antes da viagem, opções que aumentassem nossas chances de sucesso, e então descobri que estávamos próximos da montanha mais alta da Alemanha, Zugspitze, e de Garmisch-Partenkirchen, uma das cidades prediletas dos alemãs nas férias de inverno e ponto de partida para subidas a estações de esqui e outros esportes de neve, além da própria Zugspitze, de onde se pode ver montanhas da Áustria, Itália e Suiça (fonte)!

Eis o plano: ir de carro para Garmisch, que fica a 61km de distância de Füssen, e de lá subir até Zugspitze de trem, onde certamente haveria neve. Curiosamente, o caminho mais curto e fácil era atravessar para o lado austríaco e depois voltar à Alemanha, como no mapa abaixo.

Na parte de cima a Alemanha, na de baixo, Áustria.

Do janelão da nossa suíte, assim que acordamos, dava pra ver que o topo das montanhas estava com bastante neve (mais que no dia anterior), mas, em Füssen, nada além de mais frio e um certo mau tempo. Tomamos café e partimos no “nosso carrinho” em direção a Garmisch, e pra nossa surpresa a paisagem começou a mudar drásticamente…

ainda em Füssen

… até que eu levo um baita susto, com o grito que a Tati deu. Juro que pensei que ela tinha acabado de ver uma carreta prestes a nos partir em dois. Mas o que ela viu, finalmente, foi neve! E as próximas fotos foi ela mesmo quem tirou, enquanto eu dirigia (a foto acima também).

na estrada, paisagem começando a mudar

gelo!

Toda a viagem tinha sido mais do que ótima até então, mas naquele momento concordamos que aquilo era o auge dessa jornada, a realização de um sonho antigo dos dois. À medida que nos aproximávamos de Garmisch a paisagem ia ficando mais branca e a temperatura caindo, até que de repente começou a mudar tudo de novo, e quando chegamos lá não tinha mais neve! Havia algum gelo acumulado nos telhados de algumas casas e carros, mas nem chegava perto daquele climão de inverno pelo qual tínhamos acabado de passar.

ainda ia cair mais um pouquinho

Fomos até um posto de informações turísticas pra saber como subir até Zugspitze, e pra completar a decepção a senhora que nos atendeu informou que hoje estava tudo fechado por causa da nevasca e visibilidade zero no pico. Simplesmente não dava pra subir.

Não tivemos dúvida. Entramos no carro e pegamos a estrada de volta a Füssen, mas a ideia agora era parar numa daquelas cidadezinhas cobertas de neve que vimos no caminho, pra enfim descer do carro e fazer tudo o que um matuto que nunca viu neve tem direito 😀

zero grau é tranquilo, chato é o vento!

A gente nem sabia em que cidade tava (procurei no google maps depois, e é Ehrwald, o ponto B no mapa do início), apenas que tava na Áustria (a única indicação é uma plaquinha na estrada) em alguma cidadezinha pacata e de quase nenhum movimento, ideal pra curtir aquele momento sem ninguém pra recriminar.

Depois de algum tempo resolvemos ir embora (pra Füssen), mas ainda demos uma última parada no caminho, porque começou a nevar bastante e eu queria registrar.

agora sim, neve!

a Tati, que não é boba, ficou lá dentro

Como eu já tava meio que congelando e a câmera também não é à prova d’água (neve é água), tratei de correr pro carro e, agora sim, voltar pro hotel. Isso tudo foi só a manhã daquele dia, mas como esse post já está longo demais (pelo menos em fotos), vou deixar pra falar do resto do tempo passado em Füssen pro próximo.

Até.

Anúncios

5 comentários sobre “Europa – dia 11 (Em busca da neve)

  1. Ronaldo Giusti disse:

    Obrigado pela visita, Adam.
    Em primeiro lugar, devo dizer pra você que 15 dias não são suficientes pra conhecer tantas cidades, ainda mais estando na lista Paris e Londres, por exemplo.

    Para cada uma dessas duas, por exemplo, menos que 5 dias é pouco tempo, acredite. E então sobrariam mais 5 dias, que poderiam ser usados para Florença-Veneza ou Roma-Veneza. No máximo Roma-Florença já no aperto. E Berlim ficou meio fora de mão. Combinaria mais com uma viagem que incluísse Praga e Áustria. Outra coisa que depõe contra Berlim é o fato de que novembro já é um pouco frio, e ela é a mais fria das cidades que você listou.

    Enfim, acho que você deve cortar pelo menos 2 dessas cidades, pras outras caberem nos 15 dias.
    Uma página que pode ajudar muito no seu planejamento é essa: http://www.viajenaviagem.com/europa/europa-como-quando-quanto-tempo/

    Um abraço e qualquer dúvida é só mandar aqui.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s