Por que não sou fotógrafo profissional (ainda)

Com alguma frequência (menos, nesse tempo de seca fotográfica) me perguntam, de um jeito ou de outro, se estou trabalhando ou vou trabalhar profissionalmente com fotografia. A resposta sempre é “por enquanto não, mas quem sabe um dia”.

O que me levou a outra pergunta (essa ninguém tem se interessado em fazer :-)): “o que falta pra virar profissional?”.

Pra querer ser profissional, tem que saber pelo menos o que falta pra chegar lá. E eu acho que me falta um pouco de cada um dos seguintes:

1. Treinamento
Já li e leio muito sobre fotografia e fiz um curso de fotógrafo (do senac). Suficiente? Não, e as opções em Fortaleza não são variadas, infelizmente.Um ou outro workshop aparece na cidade com novidades, mas são curtos, caros e em horários inviáveis pra mim. O que me leva ao outro tópico.

2. Tempo
É bem verdade que eu administro mal o meu tempo disponível, do contrário, já estaria num emprego muito melhor. Mesmo assim, do disponível mal administrado, a fotografia tem uma fatia pequena e de baixa prioridade, afinal não é fonte de receita. Isso tem que mudar…

3. Equipamento
É verdade e é desculpa esfarrapada ao mesmo tempo. Meu equipamento atual é, sim, limitador do meu campo de atuação na fotografia, pelo menos na fotografia que seria aceita profissionalmente. É desculpa esfarrapada porque tem gente que se vira com uma analógica (revelando não sei onde) ou com um kit DSLR de entrada simples. Se eu resolver o item 2, pra conseguir ter mais do item 1, quem sabe ajude a resolver também este item 3, não é?

4. Contatos
Em um mercado competitivo, fechado e em que a indicação boca a boca é que manda, contatos são fundamentais.

5. Consistência
Talvez o mais importante (e o primeiro que pensei, apesar de ser o último a escrever), porque mexe diretamente com a auto-confiança do profissional.
Claro que vai ser mais ou menos crítica de acordo com a área, mas é a consistência que dá segurança ao fotógrafo e ao cliente.

É preciso que se estabeleça um certo “nível de serviço”. Num dia ruim, se tudo der errado, ainda consigo entregar X fotos publicáveis. Eu, particularmente, ainda fico deprimido quando pinta uma “situação” para fotografar e eu não consigo imagens boas. Não importa se tava escuro pra caramba, eu me exijo um nível mínimo de serviço. E, se hoje eu não sou um fotógrafo profissional, é porque ainda não acho esse nível satisfatório, principalmente.

Um outro motivo, mais particular e que talvez nada tenha a ver com os outros, é o medo de acabar a diversão. Lembro que, aos 17 anos, quando aprendi a programar, gostava muito de fazer aquilo. Era uma diversão. Na medida em que fui tendo que programar cada vez mais por obrigação, aquilo já não foi tendo a mesma graça de antes. Será que acontecerá o mesmo com a fotografia no futuro? Só ele (o futuro) dirá…

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3 comentários sobre “Por que não sou fotógrafo profissional (ainda)

  1. infourseasons disse:

    Gostei do post. Mas tenho a impressao de q fotografia eh uma das poucos areas em q vc perde a graca se se profissionalizar. Claro q as vezes cansa fotografar, mas a satisfacao de ver aquela imagem de tirar o folego… e saber q as imagens nunca serao as mesmas, pq o ambiente, as pessoas e a atmosfera sempre sera diferente…e alem disso saber q seu cliente vai compartilhar da mesma alegria daquele click genial e mostrar pra todo mundo com o maior orgulho….enfim… eu acho empolgante.
    Deixa esse teu emprego e vamo abrir um business de fotografia com aquele nome de salao de beleza da cohab: “dois irmaos” rsrsrs

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