Giusti Tur – Parte II

Na primeira parte desse post expliquei como eu gosto de planejar e executar minhas viagens, finalizando com um rascunho de workflow. Nessa segunda parte eu pretendo detalhar esses passos e mostrar as ferramentas que eu costumo usar/consultar, considerando que você já escolheu o destino.

1. Verificar passagens
Não lembro a última vez em que comprei passagem de avião “offline”. Embora propagandeiem o contrário, raramente agências de viagem terão preços melhores que os dos sites das próprias companhias aéreas. Ainda assim, se houver tempo, vale fazer uma cotação com a CVC pra ter uma ideia.
Sempre vejo os preços em:

E mais uma vez, verifique a CVC, porque eles podem ter alguma parceria muito boa justamente para a época em que você quer viajar.

2. Estudar cidade pra conhecer sua estrutura
Antes de escolher a hospedagem é importante saber que locais são bons e/ou seguros pra se hospedar. Essa etapa está intimamente ligada também ao item “passeios” e “transportes”. Imagine esse processo como um ciclo de vida baseado em iterações, em que você revisita algumas fases do processo a fim de refinar os produtos finais. Assim você volta pra essa fase quando souber o que quer fazer e como se locomover.

A melhor forma de aprender sobre uma cidade remotamente, por assim dizer, é pela internet. Joga no Google e vê o que aparece! Se a cidade for famosa, é bem provável que existam excelentes blogs de pessoas comuns (ou não) que tenham muitas das informações que você precisa. Quando surgirem as primeiras dicas com endereço, copie e cole no Google Maps. Logo você vai perceber onde os endereços que interessam se concentram.

Quando estamos falando de cidades em outros países, uma característica marcante é existirem blogs de brasileiros que vivem naquela cidade, e sabem muito bem o que procuramos e as diferenças que sentiremos. Os meus preferidos atualmente são:

E temos aqueles que servem pra vários destinos, nacionais e internacionais:

É provável que tenha esquecido algum, mas é o que tenho no momento e aceito sugestões.

3. Hospedagem
Agora que você já sabe mais ou menos onde ficam as coisas que você quer ver, pode procurar hotéis nas proximidades. Existem algumas opções de pesquisa bem produtivas:

  • Google Maps: sim, ele de novo. Você pode simplesmente clicar no marcador de um endereço pesquisado e, nas opções que se abrem, clicar em “Nesta área, pesquisar por” e digitar “hotel”. É o Google dominando o mundo.
  • Consolidadores/agregadores:  são sites especializados em achar hotéis, às vezes com tarifas muito boas, em muitos países diferentes. Vale a pena, depois de achar um hotel e ver a tarifa do site, tentar achar o próprio site do hotel e ver se encontra uma tarifa melhor. O negócio é eliminar intermediários. Veja alguns:
    • Hoteis.com: tem filial no Brasil, o que pode ser interessante.
    • Expedia
    • Hotwire: aqui o diferencial é que você somente escolhe a área onde quer o hotel e a quantidade de estrelas, mas só sabe o nome do hotel depois de pagar. E como isso é bom? Você pode conseguir um 4 ou 5 estrelas pelo preço de um 3 estrelas.
  • Agência de viagem: eu não tenho nada contra, desde que seja mais barato e me deixe livre pra fazer o que quiser. E é possível fechar apenas a hospedagem com a agência e fazer o resto por conta. Uma vantagem que pode ser decisiva é o fato de ser possível parcelar o pagamento da hospedagem, o que as outras formas geralmente não permitem.

Para todas as opções acima, antes de fechar negócio, vale verificar o que outras pessoas que já se hospedaram onde você pretende ficar acharam do lugar. O site mais conhecido (e com mais informações) é o TripAdvisor.

4. Estudar cidade pra conhecer atrações
É uma segunda iteração da etapa 2. Dessa vez com um pouco mais de detalhe e foco.

5. Transportes
Vai depender do tamanho da cidade, mas se for uma grande cidade (no mundo), advinha quem pode dar as informações? Sim, Google Maps nela! Linhas de metrô, trem ou mesmo ônibus estão disponíveis no mapa, clicando naquela opção “mais” e “transporte público”, mas isso não é suficiente. Nos sites das respectivas companhias pode haver um mapa mais detalhado e informações sobre bilhetes de múltiplas viagens.

Nessa hora os blogs especializados podem ser ainda mais efetivos, porque vão direto ao ponto que você quer saber.

6. Passeios/Atrações
Aqui não há muito o que dizer. Depois de passar por todas as etapas anteriores você provavelmente já tem uma lista de sites em que é possível ler sobre as atrações do lugar que você vai conhecer. A essa altura você até já sabe o que quer conhecer e onde fica cada atração. Talvez seja a hora de priorizar, se forem muitas as opções, e fazer uma lista das coisas que realmente pretende fazer, em uma ordem que seja conveniente no tempo e espaço.

7. Imprimir um rascunho de roteiro e/ou mapas
Consequência direta da etapa anterior é imprimir seu mapa/roteiro. Chamei de rascunho porque é assim que prefiro viajar, sem ter um roteiro rígido. Faço mais algo do tipo lista de coisas (ordenadas por localização, pra ser mais produtivo), com a figura de um mapa, pra variar do Google Maps, pra me guiar geograficamente. Sim, o Google Maps permite imprimir um mapa desse tipo.

8. Boa viagem!
Esteja preparado pra fazer tudo diferente do planejado, principalmente se estiver acompanhado 😉

Posto dessa forma pode parecer chato fazer tudo isso, mas eu particularmente acho muito prazeroso. Já é parte da minha rotina antes de viajar (meses antes!). É claro que a ordem das etapas não é obrigatória, apenas coloquei dessa forma porque percebi que normalmente ajo assim, mas nada impede mudanças. Lembre-se que o mais importante é que você tenha o controle da sua viagem. Planeje como achar melhor e mais confortável!

Sempre tenho vontade de conhecer algum blog novo sobre viagens. Se algum dos meus 4 leitores tiver alguma sugestão, a caixa de comentários está aberta.

Até.

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5 comentários sobre “Giusti Tur – Parte II

  1. disse:

    heheheheh

    Ronaldo, uma coisa legal que gosto de fazer, é criar um mapa personalizado, com os locais que quero visitar. No google maps da pra tu fazer tranqüilo.

    outra coisa bacana, é fazer uma planilha compartilhada do docs: prioridade | nome do local | como chegar | valor | data ida | observações. Ai eu listo TUDO o que tem na cidade e depois vou “podando”, seja por causa do valor, seja pela distância etc. Ai, no final, eu já tenho uma estimativa de quanto eu vou gastar pra ir onde quero. 🙂

  2. Ronaldo Giusti disse:

    Cândido, dependendo da viagem faço algo desse tipo no roteiro também, se for uma viagem com algumas escalas, por exemplo.

    O mapa personalizado quase sempre faço, mas nem sempre imprimo, porque nem sempre fica legível 🙂

    abraço!

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